TEXTO INTEGRAL DE FILIPE ROCHA NO ATO DE POSSE DE PRESIDENTE DA JUNTA DE LANHESES



Tomada de posse – 20 de outubro de 2017





Exmo. Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia

Exmos. Membros da Assembleia de Freguesia

Reverendíssimo Pároco de Lanheses

Exmo. Sr Presidente da Associação de Caçadores

Exmo. Sr  Presidente da União Desportiva de Lanheses

Caros lanhesenses



Permitam que comece por agradecer a confiança que os Lanhesenses depositaram, no passado dia 1 de outubro, na lista que tive a honra de encabeçar.

Chamados a escolher, os lanhesenses não tiveram dúvidas. Como não pode ter dúvidas quem olhar para a composição desta Assembleia, agora empossada: os lanhesenses estão unidos e afirmaram inequivocamente que o projeto político que lhes propusemos é o que melhor serve a comunidade.

O meu sentimento é de profunda honra e gratidão por tão expressiva manifestação de confiança.



Quero, nesta hora, endereçar um agradecimento muito sentido:

-       ao meu amigo José Alberto Amorim, Presidente da Assembleia Cessante, que aceitou há 4 anos voltar à vida política, com a missão de, fazendo uso de toda sua vasta experiência, aconselhar e orientar sempre fosse necessário e que, além disso, nos ensinou como a ação política é tão natural com respirar e como essa perspetiva é perfeitamente compatível com o rigor, o empenho, a abertura, a frontalidade e a elevação. Muito obrigado, José Alberto!

-       e na sua pessoa, agradeço também, aos elementos que compuseram a Assembleia de Freguesia cessante, em especial aos que não integram o novo elenco pelo empenho e valioso contributo.

Um agradecimento muito sentido aos meus colegas do executivo cessante:

            * à Cristina Rocha que se estreou na política com uma verdadeira prova de fogo e que soube sempre ser mais valia para o grupo de trabalho;

            * ao Hélio Franco, meu braço direito. Um homem que dedicou grande parte da vida à comunidade e que merece um profundo reconhecimento. Um colega e um amigo, sempre presente.

Quero deixar um agradecimento público aos funcionários da Junta de Freguesia, inexcedíveis no desempenho das suas funções

e todos os que de uma forma ou de outra colaboraram ao longo do mandato anterior.

E, também, a todos os que me apoiaram nas várias fases do processo de candidatura e aos que aceitaram abraçar comigo este projeto e me auxiliaram na campanha eleitoral. Muito, muito obrigado a todos.

Uma nota para a tranquilidade e elevação com que decorreu a campanha eleitoral. Um agradecimento a todos os que nela participaram e, mais uma vez, aos lanhesenses que souberam pacientemente escutar até ao momento da eleição.

Por fim, mas não por último, um agradecimento emocionado para a minha família, pelo apoio que sempre me deu, pela tolerância com que tem convivido com a minha ocupação e a privação da minha companhia.



Minhas senhoras e meus senhores

Na democracia representativa, a eleição para a Assembleia de Freguesia é a forma mais próxima e genuína de escolher aqueles que queremos que liderem a nossa comunidade e a governem.

Numa comunidade com a dimensão da nossa todos se conhecem, todos tem a perfeita noção das qualidades de cada um. O voto, é pois, uma escolha consciente, fundamentada e criteriosa.

Mas se a escolha não deixou dúvidas, também os eleitos não podem ter dúvidas sobre o significado dessa escolha.

O mandato que cada um recebeu é uma prova de confiança, que exige o máximo respeito, que deve ser usado com sentido de missão e de forma responsável, que nos coloca nas mãos os anseios, as expectativas e a esperança dos lanhesenses na resolução dos seus problemas e na construção de um futuro melhor para a comunidade.



Este foi o mandato que recebi há quatro anos e que agora me propus renovar. Este é o entendimento dos que comigo trabalham e a perspetiva do programa que levei a sufrágio.

Aos que agora chegam à Assembleia de Freguesia uma mensagem muito clara: Lanheses é uma freguesia politicamente madura, que mantem uma vigilância permanente sobre a vossa ação. Reconhece os que servem a política e não tem complacência com os que se servem da política. Por isso, não há lugar para vaidades ou interesses pessoais, questões vazias ou posições inúteis, falta de empenho, rigor e transparência.

Estão ao serviço dos lanhesenses e nessa missão desejo e espero de todos compromisso, trabalho e criatividade. Da minha parte, podem contar com todo o apoio e colaboração. Tudo farei para criar as melhores condições, de modo a poderem desempenhar com sucesso as vossas funções, tendo como objetivo único e comum Lanheses.

A todos, membros do executivo e da Assembleia de Freguesia, desejo os maiores sucessos.



Os Lanhesenses deram-me a grande honra de continuar a presidir ao destino desta freguesia. Mas também a enorme responsabilidade de poder contribuir, à frente da Junta de Freguesia, para o desenvolvimento desta terra. Uma terra rica em tradições e com futuro.

Somos os filhos de uma longa linhagem de gente trabalhadora, determinada, firme nas suas convicções, que no passado tomou o destino nas suas mãos e arrebatou uma Feira para a freguesia, que elevou a aldeia a Vila, que construiu uma Casa do Povo, que conquistou uma Escola Básica e Secundária e um Centro de Saúde, que se uniu para ter uma creche, centro de dia e lar de idosos, que descobriu as embarcações mais antigas do Lima, que apoia as suas associações, que se manifesta e reivindica quando se sente atingida ou menosprezada. 



Nos últimos anos elevou-se ainda mais a fasquia. Não falo apenas da resolução dos problemas, da qualidade dos serviços, dos alargamentos e melhoramento de vias, do ecomuseu, da recuperação de tradições, da criação de infraestruturas vocacionadas para a cultura, desporto e lazer.

Refiro-me, acima de tudo, a uma outra forma de pensar e de agir. A uma outra forma de gerir a causa pública. Com rigor, transparência e responsabilidade. Seguindo na linha iniciada pelo ex-Presidente Ezequiel Vale, aprofundamos o planeamento, dedicamos muito tempo à conceção de projetos, à organização e optimização administrativa, promovemos a coesão da comunidade e integração das instituições e associações locais, pensamos a freguesia de forma integrada e abrangente.

Estamos plenamente convictos que é esta a via para a melhoria da qualidade de vida dos lanhesenses, certos de que a força de uma comunidade mede-se pela visão dos mais fortes mas sobretudo pelo peso dos mais desfavorecidos. Queremos uma comunidade solidária. Trabalharemos para todos, mas atuaremos prioritariamente junto dos que por um motivo ou por outro necessitam mais.

Sem perder de vista o equilíbrio das áreas sociais, culturais e ambiental, nem a sustentabilidade financeira, queremos continuar a acentuar a centralidade da freguesia.



Por tudo isto, é fácil perceber que o desafio que temos pela frente é muito grande.

Se no mandato anterior foram os constrangimentos financeiros a pautar as opções e a ação. Neste mandato, que agora iniciamos, não se adivinham tempos de desafogo financeiro, aos quais se soma a urgência de proceder a intervenções absolutamente essenciais para o futuro próximo da comunidade.



Com coragem e determinação assumimos vários desafios:

- Temos pela frente a urgente ampliação do cemitério e o muito esperado encerramento do processo das antigas bombas de combustível do Largo Capitão Gaspar de Castro. Mas também temos pela frente uma batalha difícil no melhoramento da envolvente ao Parque Empresarial e o aumento da rede de saneamento;

- Desafiamo-nos a manter e melhorar os programas de apoio social. Contamos, para isso, com a preciosa ajuda do CPSRL e da CSIF de Riba Lima;

- Aceitamos o desafio de implementar medidas que facilitem o acesso a informação sobre emprego;

- Vamos continuar a nossa estratégia de alargamento e melhoramento de vias e de melhoria geral dos nossos espaços públicos e ambiente;

- desafiamo-nos a promover a participação mais alargada dos lanhesenses nas decisões e atividades sociais, assim apoiar mais as nossas associações, indispensáveis no desenvolvimento da comunidade



Sabemos que a concretização de muitos destes desafios não dependem só de nós, mas acreditamos na nossa capacidade de captar financiamentos e convencer entidades como a Câmara Municipal a estabelecer as necessárias parcerias de colaboração.



Desengane-se quem pensar que as obras se fazem com varinhas mágicas ou os edifícios se constroem por si só. Todos não seremos demais para edificar a freguesia onde queremos viver.

Por isso, lanço um desafio aos lanhesenses: estejam vigilantes e antecipem as necessidades, sejam cooperantes e sugiram formas exequíveis de resolver os problemas, afirmem o vosso bairrismo e colaborem ativamente, contrariem a política dos braços cruzados e da crítica fácil, tão típica de quem reivindica tudo e não dá nada, e de quem apregoa imobilismos e marasmos mas nunca assume na primeira pessoa as suas responsabilidades cívicas.





Caros lanhesenses

Presidir ao destino de uma freguesia é ter o poder de influenciar o futuro, os seus contornos e o seu conteúdo. Tenho consciência que o mandato político que agora recebo me confere esse poder.



Após o meu primeiro mandato assumi que ainda muito está por fazer. Se formos ambiciosos é assim que tem de ser. Haverá sempre muito por fazer.

Nas eleições do passado dia 1 de outubro, os lanhesenses renovaram a sua confiança em mim e nos que aceitaram acompanhar-me. Sinto-mo-nos com energia e otimismo reforçados e com mais vontade de continuar a trabalhar por Lanheses.

Tal como há quatro anos, tive o cuidado de constituir uma equipa jovem, representativa da população de Lanheses e, ainda, quem pudesse estabelecer pontes com o passado recente, através da sua experiência.

A responsabilidade de todos é grande e não se exige menos que o nosso total empenho e determinação. É preciso ter consciência que os cargos que agora assumimos exigem coragem e determinação na tomada de decisões. Muitas das quais são difíceis, ou mesmo dolorosas, mas assumimos um compromisso que tem de ser honrado e isento, por mais que nos custe, em prol da freguesia.

Que não se esperem medalhas ou louvores. Cumprimos um chamamento cívico. E sendo fiéis aos nossos princípios e valores, sólidos e partilhados, que devem nortear a ação, confortar-nos-á, no futuro, podermos sentir o dever cumprido e podermos manter a cabeça erguida junto dos nossos concidadãos.



Com já tive oportunidade de afirmar numa sessão solene do Dia da Freguesia, neste mesmo Auditório:



“Lanheses é muito mais que a soma das suas partes. É também o seu produto. É a memória coletiva construída entre o passado e o presente. É a interação entre o património e as tradições. É o encontro do rio com a montanha. É a incompatibilidade entre o artesanato e a indústria. É a cultura das pessoas de hoje, esculpida pelas gerações de ontem. É a identidade comunitária construída pelos valores e a escola.

É a confiança na capacidade de, unidos, aprender com o passado de modo a enfrentar os desafios e de os vencer, como sempre fizemos. 



Lanheses é tudo isto e mais. Tem memória, tem carácter, tem orgulho em si. Sabe de onde veio, sabe pelo que passou e sabe o que quer. 



Em Lanheses palpita há muito uma alma - a alma da gente de Lanheses, por quem vale a pena lutar.”



POR LANHESES, VIVAM OS LANHESENSES!!


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