quinta-feira, 30 de junho de 2016

EXPOSIÇÃO DA COLEÇÃO DE SERRALVES, em Viana do Castelo



03 JUL | Inauguração da Exposição da Coleção de Serralves em Viana do Castelo



EXPOSIÇÃO "O TEMPO RESGATADO AO MAR", EM VIANA DO CASTELO.



Exposição "O Tempo Resgatado ao Mar" | 9 de julho | 18h00 | Museu de Artes Decorativas (Viana do Castelo)

FESTEJOS DOS SANTOS POPULARES, EM VIANA DO CASTELO.



1 de julho 2016 | Festejo dos Santos Populares | a partir das 20h00 | Largo Maestro José Pedro (Viana do Castelo)


quarta-feira, 29 de junho de 2016

"DESAPARECIDA EM COMBATE", A ARARA DO TONE ESCAPOU À MORTE.

               


                Devo aos seguidores do doLethes uma retificação da notícia da morte inglória da arara do Tone após ataque desproporcionado movido por três gaivotas e uma cegonha, a qual, para a alegria e alívio do dono regressou ao "lar  doce lar" sem algumas penas do seu lindo rabo, é certo, mas incólume quanto à boa saúde física. - Escapou às agressoras e regressou a casa. Dei conta, no dia seguinte, de que estava numa árvore perto do meu  quintal depois de ela ter emitido os som característico, kuaaaakkk, kuaaakkk, a chamar por mim. Chamei por ela, anda, anda cá; veio ao meu encontro e pousou no meu ombro e, encostando o bico na minha cara, deu-me dois beijinhos e fez kkkuuuaakkk, kkkuuuaakkk disse-me, num fôlego o Tone da arara com os olhos a brilharem de satisfação. Trazia envolvido em papel de jornal duas remiges do rabo e outras penas menores que no dia anterior tinha recolhido ao pé de uma oliveira, que o tinham levado a admitir que a exótica criatura estava morta. - Vês, tenho aqui estas penas, vi que eram dela e pensei que a tinham matado. Está viva, podes dar a notícia na internet.

               É o que tenho o gosto de fazer em nome da reposição dos factos revelados. Tinham chegado até mim informações que desmentiam o cenário de fatalidade para a arara do Tone em consequência do combate aéreo travado com as beligerantes invasoras penosas de outra espécie. Escapando a uma morte sem honra nem glória, a arara do Tone "desaparecida em combate" apareceu vivinha da silva e virou heroína. Kkkkkkkuuaaaaaaaaaaaaak!

VIANA, APROXIMA-SE DE VIANA DO CASTELO?

      

                Comparada com o que era em meados do século passado,  a "zona turística" da cidade de Viana do Castelo apresenta mudanças profundas no que era a sua traça original. Desde a ponte Eiffel até ao Campo d'Agonia as sucessivas intervenções na zona marginal trouxeram à frente sul da cidade uma imagem de modernidade, ainda não muito bem compreendida e interiorizada pelos  cidadãos menos sensíveis às mudanças estruturais do antigo património. Também o "caroço" representado pela zona histórica mais antiga não escapa imune à lei do progresso podendo apontar-se algumas diferenças inovadoras que aconteceram nas últimas duas décadas.


              Não há progresso sem mudança. Todavia, nem sempre o novo é consensual e a aprovação ou rejeição (e mais a indiferença) de um facto inesperado constatado, tem muito a ver com a sensibilidade, grau cultural e  motivação em que assenta a formulação da opinião de cada um. Recentemente, foram retirados os tapumes de uma obra de requalificação de um prédio da rua do Passeio das Mordomas (antiga rua dos Cândido dos Reis) numa zona onde se situa o antigo hospital da Misericórdia, a Praça da República, Chafariz e antigos Paços do Concelho, deixando a descoberto uma fachada que não deixa indiferente quem nela reparar por ser contrastante com o traça antiga dos edifícios ali existentes. O restauro preservou integralmente a estrutura antiga, porém, toda a fachada foi reconstituída com material e traça contemporâneos em claro contraste com o edificado antigo da zona envolvente.

           Viana "velha" alinda-se ou transforma-se? Eis, a dúvida.



             

Fotos: doLethes
Remígio Costa

terça-feira, 28 de junho de 2016

SENHOR DO CRUZEIRO E DAS NECESSIDADES, A GRANDE CELEBRAÇÃO RELIGIOSA DE LANHESES (Viana do Castelo)

            
            É (de longe) a verdadeira e mais sentida celebração religiosa da freguesia de Lanheses (Viana do Castelo) e, com justificada relevância entre as que ocorrem no distrito, a romaria do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades,  cuja imagem à escala normal de Cristo Ressuscitado sobraçando a Cruz numa figuração pouco comum, está na Capela com aquele nome com uma fachada figurativa religiosa de grande riqueza e originalidade, localizada no adro da Igreja paroquial.

            A tradição destas festividades perdem-se na bruma dos tempos estando enraizada na vocação católica cristã da freguesia mas também amplamente difundida em crentes de outras paragens. A adoração pelo Senhor do Cruzeiro tem enorme dimensão entre a diáspora lanhesense bem manifesta nas abundantes evocações que assiduamente se constatam e no apoio que os ausentes nas várias partes do mundo lhe dedicam, ao ponto de aqui se deslocarem expressamente de longas distâncias na data em que a festa ocorre.

            O ponto alto dos diferentes atos religiosos que a celebração contém é, incontestavelmente, a grandiosa procissão levada a efeito no dia principal do evento, cujo figurativo e rigor do desfile atingem a perfeição. Ao longo do itinerário que vem sendo seguido mais modernamente, o qual passa pelo centro cívico num percurso estimado a rondar dois mil metros, há sempre um considerável cordão de pessoas a assistirem à solenidade com a concentração e interioridade espiritual notável.

           Como é comum nestas manifestações populares os seus promotores procuram preencher os programas com variadas ofertas de diversão e índole cultural, como é o caso da escolha de bandas de música clássicas procurando contratar as mais famosas que atraem numerosos forasteiros. Para os mais jovens são os conjuntos musicais que constam do cartaz os quais prolongam a noite dos fogos de artifício com que todas as festas são animadas. Também não há arraial sem barracas de comes e bebes e parque de diversões para crianças e adultos.

          As ofertas constam do programa abaixo inserido que convido a ler e  ponderado para uma adesão a este grande evento da freguesia de Lanheses.

            
(Com um clic alarga o tamanho para mais fácil leitura)



Remígio Costa



sábado, 25 de junho de 2016

O SÃO JOÃO NO ANO EM QUE A GRÃ BRETANHA ABALOU DA UNIÃO.

                                  

                                     Fui ao São João do Sobral
                         A pensar no Brexit.
                         Quando cheguei ao local
                         Abriu-se-me o apetite.



         O desfile das populares marchas sanjoaninas tem muitos apreciadores na comunidade lanhesense, como se constata pela regularidade do cumprimento da tradição, não  sendo por isso de surpreender que ontem à noite tivesse acorrido ao arraial do Largo de São João, no lugar do Sobral deste freguesia, uma considerável multidão para assistir ao desfile dos  cinco grupos  organizados para participarem nos festejos. Numa colaboração que se vem firmando há bastante tempo, duas marchas eram formadas por turmas de alunos do Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, outra da associação de pais e encarregados de educação da Escola Básica e Secundária, e as restantes criadas por iniciativa de homens e mulheres da freguesia patrocinadas pela Junta de Freguesia  e Obra Social Riba Lima, esta composta maioritariamente  por cidadãos e mais idade.


                          Senti no ar um cheirinho
                          que vinha dum assador
                          na brasa assava peixinho
                          donde provinha o odor.
                       



                 O desfile parece ter correspondido às expectativas da maioria, constatável pelo interesse e aplausos concedidos aos marchantes pelos espectadores, no desfile como no desempenho desenvolvido no palco amovível levantado no recinto onde foram apresentados, sucessivamente, por Zé Manel Sousa (Igo), elemento do grupo folclórico da casa do povo de Lanheses. 

                      
                   Sem ter cuidado do custo
                   a barriga abasteci;
                   Ao pagar levei um susto
                   Ai, São João quase morri!
                  
                   
                       
                       


                   O registo das imagens não é o que desejaria dadas as deficiências da iluminação causadas sobretudo pelo ângulo da incidência da luz dos holofotes que  "cegava" a objetiva e provocava sombras nos rostos dos figurantes quando estes chegavam à boca do estrado, virados para o público. Um aspeto a rever pela organização facilmente resolúvel com beneficio para o público e do próprio desempenho dos intérpretes. 

                   Em tempos mais recuados
                   Sardinha no pão era luxo;
                   cortada em três bocados
                   quase nem chegava ao bucho.

                   Por isso a Grã Bretanha
                   quis abalar da União:
                   Inglês, é gente estranha
                   Não festeja São João...
                   
                  





























































































                   
                 Fotos: doLethes
                 Remígio Costa