quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O MAIS BELO POEMA DE NATAL.


 


 


      Recebi de um amigo que muito admiro e particularmente estimo uma mensagem natalícia configurada num poema original assinado por João Coelho dos Santos, autor de quem nunca ouvira falar, a qual, pelo seu conteúdo e oportunidade temporal escolhi para enviar a desejar aos amigos visitantes do doLethes e às suas famílias votos de muito bem estar e alegria plena, nesta quadra para muitos especial como no novo ano que se avizinha, com um pensamento de solidariedade  para aqueles que, querendo, o não possam fazer junto de quem mais gostariam.


 NATAL  DE  QUEM?

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau, 
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:

- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:

- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:

 - Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:

- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:

 - Foi este o Natal de Jesus?!!!

 (João Coelho dos Santos - In Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal





domingo, 20 de dezembro de 2015

FEIRINHA DO NATAL NA CASA DO POVO AQUEM DAS EXPETITIVAS

         

          A feirinha de Natal da Casa do Povo de Lanheses patrocinada pela Junta de Freguesia não terá atingido as expectativas dos seus organizadores que esperariam uma maior adesão de público, especialmente de crianças. Tendo a instalação das bancas principiado pelas dez horas do dia de hoje, era expectável que ao longo da tarde se deslocassem ao pavilhão gimnodesportivo muitas famílias com os filhos, para os quais  estavam previstas várias iniciativas destinadas aos mais jovens, designadamente a atuação de palhaços, brincadeiras num insuflável, pinturas de máscaras e jogos infantis e distribuição de brindes por um Pai Natal a atuar no recinto.


              A oferta de compra para os adultos foi bastante variada entre produtos hortícolas a licores, aguardentes, compotas, mel, carnes de fumeiro, enfeites de Natal, bordados regionais, bijuteria, produtos de beleza, para citar apenas alguns com preços bastante aliciantes. E, mesmo que não fosse obrigatória a aquisição de produtos expostos, uma visita de cortesia e de apoio aos vendedores e organizadores seria o mínimo que a cada um pouco incómodo poderia ter causado.



















             Fotos: doLETHES
 

O FUTEBOL DA NOSSA TERRA



       Publicidade condiciona o design do equipamento do UDL

AF Viana do Castelo
1ª Divisão
Campo 15 de Agosto, em Lanheses
2015.12.20

    

    UD LANHESES, 1 - Atlético dos Arcos, 2
                                               (Ao intervalo: 1-2)


   - PAI NATAL FOI GENEROSO PARA COM OS RAPAZES DOS ARCOS.

  - NOVO TREINADOR DO UDL NÃO FOI FELIZ NA ESTREIA EM CASA.

                  MIGUEL KITOS, o novo treinador do UDL.


UDL: Fonseca, Tomás, Amaral, Faizão, Oliveira (aos 79' Lomba), Tiago (cap.), Trindade, Queirós (83' Rui Sá), Kitos (aos 69' Ricardo Silva), Peixe e Pedrinha.
 Treinador: Miguel Kitos

Árbitro: Pedro Vilaça.

           Tendo assinalado com uma vitória em Moreira do Lima (Ponte de Lima) a sua estreia à frente do UD de Lanheses depois da saída de Guilherme Pinto, o novo treinador Miguel Kitos não foi feliz na sua apresentação no campo 15 de Agosto ao ver a sua equipa a ser derrotada pelo Arcos de Valdevez. E o pior que lhe poderia estragar a estreia resultou de dois "brindes" que Fonseca, no primeiro golo e, a defesa no segundo, concederam ao adversário.

           A exibição global dos lanhesenses também não foi de molde a deixar os seus adeptos  satisfeitos. A equipa entrou no jogo algo ansiosa, desconexa e praticando um futebol confuso que os visitantes controlavam com relativa facilidade. Para agravamento da situação, Fonseca cometeu um erro incrível aos 6' do início, ao deixar escapar das mãos para dentro de baliza a bola que chegou até ele sem o mínimo perigo, vinda da linha de fundo. Mal refeita do golpe, a equipa viu a vantagem subir para o 0-2, agora por culpa da passividade coletiva da defesa de que resultou o golo.
           Quando já se pensava que o resultado não seria alterado antes do intervalo, Tomás, que tinha subido até à grande área contrária, num remate oportuno, reduziu para 1-2  e a esperança da reviravolta no período complementar cresceu. No recomeço, os locais pareceram melhorar na qualidade e intensidade do seu futebol procurando pressionar o seu adversário, sem contudo conseguir jogadas de iminente perigo para a baliza arcuense, a qual nunca se remeteu a uma táctica de preservar o resultado mantendo a defesa local sempre em alerta, conseguindo aguentar sem muito custo a vantagem adquirida no período inicial.

            A vitória dos forasteiros tem justificação porque mostraram estar melhor neste jogo do que a equipa de Kitos, ainda com pouca rodagem para transmitir a nova ideia de futebol que queira vir a implantar. Os jogadores empenharam-se o máximo para inverter o marcador desfavorável e esta atitude pode ser importante para o aumento dos níveis de confiança de que a equipa necessita.

              Capitães das equipas e árbitros do encontro

             A arbitragem de Pedro Vilaça e dos juízes auxiliares não registou erros de maior e se alguns protestos houve sobre  as suas decisões eles vieram mais dos apoiantes da equipa de casa do que dos arcuenses presentes em igual ou maior número do que os adeptos do UDL...

                               O JOGO EM IMAGENS 







 


JORNADA 15

 CLASSIFICAÇÃO GERAL

03/01AD Chafé-UD Lanheses
SC Courense-GD Moreira do Lima
AD Campos-Valenciano
FC Vila Franca-Vila Fria
Vitorino de Piães-Cerveira
ADC Correlhã-Ponte da Barca
ARC Paçô-Castelense
Monção-Atl. Arcos

sábado, 19 de dezembro de 2015

JOVENS PARA SEMPRE (Forever young...)



Os nossos favoritos são agora também idosos

                  A maioria já por cá andava a fazer a delícia de jovens e velhos, quando a novidade da luz do dia começava a abrir nas moléculas do meu cérebro a cortina das trevas para deixar entrar a luz do dia no espaço do corpo reservado ao armazenamento e tratamento das sensações exteriores. Quando entrei para a escola já lá andavam quatro, outros chegaram a tempo de me ver sair de lá. Nenhum "assentou praça" no mesmo ano da minha incorporação obrigatória na tropa mas, uns mais do que outros como acontece na vida, foram protagonistas amigos com que convivi ao longo dela. Até hoje.

                  Envelheceram como qualquer mortal e tudo indica que não irão viver para sempre fora do cenário fictício das suas vidas; e, a imortalidade pela distinção que alcançaram em relação aos comuns contemporâneos só poderá vir a ser comprovada enquanto objeto de um acervo histórico adequado ou de museus ou bibliotecas se, entretanto, não vierem a ser destruídos.

                  A grande virtude que lhes deve ser reconhecida é o da  capacidade de resistência num mundo que ruma a velocidade supersónica para a automatização virtual absoluta. Mind games, computador, bites, gigabites, (des)consolas, robots, foguetões, neutrões, iões, confusões e milhões de milhões de opções. Montes de sucata do dia para a noite, lixo de luxo, amigos descartáveis sem remorsos, desumanização galopante nos procedimentos das comunidades humanas com imprevisíveis reflexos no rumo à aventura sem bússula e ponto de encontro.

                  Jovens para sempre (forever young),  verdadeiros heróis da ficção e da inesgotável criatividade do animal humano, aqui lembrados com simpatia e muita satisfação.












 (Desenhos recuperados de e-mail recebido)










O BONITO E O (MUITO) FEIO.

            O conjunto das (três) mesinhas de quatro banquinhos são úteis e ficam lindos no local, à beira dos barcos atracados no cais (ainda) natural do rio Lima. Vendo nas fotografias recolhidas e a seguir divulgadas, não haverá muitas opiniões divergentes da minha, mas, nunca se sabe...

            Então, vejam.

                               Uma...


                                    ...duas....

                                   
                             ...três.
                                         


                             Aqui, ficam as bicicletas.


                      Gostou ou não? Sim? Palmas, palmas e mais palmas.


                              Pois é, agora a parte ruim. Querem ver, não é? Aqui vai...


                           Uma...
                                         
                            Outra.


                           Esta mais de perto.

                    É bonito? Nãããããããããããoooooooooooooooooooooo!!!

                    É consequência das cheias, perdoámo-nos, vem de cima à boleia da corrente que sempre molesta quem está por baixo e paga por isso, só por isso, é um cancro civilizacional que a economia dos homens tornou viral, que deveria envergonhar quem promete fazer mas não cumpre como criminoso que não se deixa regenerar e que, à nossa vista e pela nossa rotina de passividade, nos compromete e torna cúmplices na extinção irreversível da Natureza, irrepetível no Universo tanto quanto o conhecimento científico atual permite conceber.

                    E, mais que tudo, faz muito mal à vista!

Fotos: doLethes.

O FUTEBOL DA NOSSA TERRA. Atividade para o fim de semana.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

VIANA ILUMINADA, MAS NÃO MUITO

                


                              Basílica de Santa Luzia

             Não estava ainda iluminada a emblemática araucária do Largo de Santo António, a curta distância da entrada para o funicular que sobe a encosta do Monte de Santa Luzia até à Basílica do Coração de Jesus, lá no topo, com o monumento a emergir da escuridão pela luz dos holofotes e das lâmpadas de néon a definirem os contornos da beleza e imponência da fachada, quando, perto das 18:00 horas de ontem, estava a caminho da zona da cidade de Viana do Castelo mais procurada pela população residente e forasteira,  intentando ver e avaliar os arranjos iluminados das ruas e avenidas do centro turístico e comercial da cidade na quadra natalícia do ano em curso.

                    Avenida dos Combatentes da G. Guerra, com vista para Santa Luzia e estação da CP.

           A mesma Avenida, com vista da estação para o rio.

                Em frente à estação dos caminhos de ferro tenho uma visão quase completa da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra e reparo que os globos dos candeeiros fixos dão mais luz do que a que vem dos enfeites, esparsos e singelos, levantados até à Praça da Liberdade, ao fundo, junto do estuário do Lima. Da Avenida, espreito a Rua Manuel Espregueira e, com algum esforço alcanço uns metros sem ver o Largo de São Domingos, onde a rua termina. Viro, à esquerda, pela rua da Picota e são as montras dos estabelecimentos desertos que quebram a penumbra que se dilui ao chegar "à praça", com a estátua de Catarina Ipaguaçú e Caramuru, quase nus, incomodados como alguém fora do "seu ambiente", ainda mais sozinhos e escuros do que quando ali passo de dia. A luz led consegue atrair o olhar para a suma beleza do tríptico formado pelo chafariz, Misericórdia e antigos Paços do Concelho, que espreita, também, por alguns momentos, o agora baptizado Passeio das Mordomas para apreciar os ornamentos natalícios. No Largo do Instituto Histórico do Minho, a monumental Sé, destaca-se sem iluminação artificial  por ter a face lavada depois da recente limpeza que sofreu e, dali, a descer para até chegar ao Jardim Público da margem do Lima, a rua de Gago Coutinho apresenta luzes desenhando "ss", aqui e lá mais para baixo. Sigo pela rua da Bandeira e adivinho-a mais do que a vejo até chegar à avenida Rocha Páris, pouco mais do menos visto antes, espreito na rua de Aveiro para a Praça 1º de maio e vislumbro as luzinhas pirilampo nas árvores que lá tem, sigo até ao túnel que o presidente Lucínio Araújo fez construir e, Alexandre Rodrigues, professor de matemática no Liceu dá o nome, subo alguns metros na Avenida 25 de Abril e constato que estão ligadas agora as led na árvora natural de Natal mais esticada da Europa.


                  Praça da República com vista para norte


                                 Idem, do lado oposto

                 Modesta, poupada, singela, discreta, escassa, restrita aos locais do comércio e zona turística as iluminações de inspiração natalícia dão, em certa medida, a imagem da nossa linda capital do distrito. Para além de tudo o mais, a contenção de gastos é uma atitude sensata e economicamente equilibrada, porque, todos sabemos, para o bem e para o mal, Viana do Castelo, tão acostumada que está a procurar noutras partes o que não vê na sua casa, pelas 21:00 h,  mais minuto menos hora,  tranca a porta e fica no sofá a ver a telenovela até ao debate político ou transmissão de evento desportivo. Na paz dos reconciliados com a vida.

                              Passeio das Mordomas


                                Rua Manuel Espregueira

                            Fachada da Misericórdia


                                      Sé Catedral


                           Rua de Gago Coutinho


                         Troço da rua da Bandeira


                        Troço da Avenida Rocha Páris


                   Troço da rua de Aveiro e Praça 1º de maio


                                    A famosa araucária

FOTOS: doLETHES
Remígio Costa