terça-feira, 2 de dezembro de 2014

TERTÚLIA HISTÓRICA EM LANHESES.

                      

                         Casa do Paço dos Condes de Almada, em Lanheses


                    Assumindo uma  iniciativa inédita criada pelo anterior executivo, a Junta de Freguesia promoveu no passado domingo, dia 30 de Novembro, a II e última Tertúlia do ano de 2014, tenho adotado como tema 1º de dezembro - a restauração da nacionalidade”. A participação no evento, sendo aberta ao público em geral, estava contudo sujeita a inscrição prévia dada a limitação do espaço da sala da biblioteca da sede da Junta onde têm vindo a decorrer e esta deveria terminar.

                    
                     Esta II Tertúlia continha aspetos inovadores relativamente às que até agora tinham sido realizadas dado que previa que se iniciasse  no Paço de Lanheses com uma cerimónia junto ao Pelourinho, terminando com o convívio na sala da biblioteca da Junta de Freguesia. A segunda novidade é que, pelo que conheço, pela primeira vez se iria comemorar em Lanheses o 1ºde dezembro ou Dia da Restauração de Portugal. 


                    Depois das 20:00h estabelecidas para início do evento começaram a juntar-se à entrada brasonada da Casa dos Condes de Almada, Paço de Lanheses (TH), alguns dos que previamente haviam efetuado a sua inscrição de participação, sendo convidados a subir ao primeiro andar do vetusto Paço pelo representante da Casa  d'Almada, o sucessor em 7º grau  da nobre família do Conde original que participou na Restauração da monarquia em Portugal, D. Lourenço de Almada, 

                    Com a gentileza que é timbre da estimada família que muito honra a nossa freguesia e que bem conhece quem há muito acompanha e testemunha a simpatia de quem ali vive e já viveu (abro um parêntesis para dizer que conheci e conheço pessoalmente, o avô,o pai D Luís e a sua esposa Dª. Isabel d'Almada, a viúva deste,  bem como os irmãos do herdeiro do nome dos Almadas), D. Lourenço acompanhou os primeiros tertulianos até uma sala da ala destinada ao turismo rural, onde se encontravam já alguns membros da família entre eles a sua esposa Dª Francisca, o presidente da Real Associação de Viana do Castelo, José Aníbal e outros cujos rostos me são familiares mas que na altura não identifiquei. 

                    Aos poucos, o espaço foi ficando mais limitado com a chegada dos membros do Executivo de Junta,  dos inscritos na Tertúlia e individualidades concelhias, como o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, que informou associar-se ao evento a título informal. Com a lareira a crepitar para consolo do idoso "amigo fiel" da Casa e ambientação calorosa do local, ouviu-se o Hino da Restauração, na voz da jovem cantora lírica Beatriz, aluna da escola amadeus, de Viana do Castelo, a quem os presentes concederam no final da sua magnífica interpretação uma generosa aclamação.

                   Enquanto os presentes se serviam no bufet disponibilizado aos aderentes pela Junta de Freguesia, de preparação caseira graciosa segundo fez questão de informar D. Lourenço, foi passado em aparelho de TV um filme que evocava os episódios históricos da revolta da nobreza contra o domínio espanhol, realizado sob a direção da  então professora efetiva lanhesense licenciada em História Maria de Fátima Agra, tendo com atores e atrizes alunos da Escola Secundária de Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, filmado integralmente no Paço de Lanheses. Pessoalmente, considero a reposição muito bem conseguida e muito bem interpretada, não obstante o total amadorismo dos intérpretes, reiterando a sugestão levantada de serem encetadas as diligências necessárias para obter cópia autorizada do excelente vídeo.


                 Depois da assistir à intervenção da drª Maria de Fátima Pimenta Agra em que descreveu as peripécias das filmagens e esclareceu pormenores da realização (realçando a forma como os fidalgos acederam aos propósitos a que se propunha e a disponibilidade da abertura total da Casa, confiando-lhes a própria chave das instalações) deixei de acompanhar pessoalmente o desenvolvimento da Tertúlia, não sem antes ter apreciado a leitura de um texto daquela professora jubilada sobre a consagração de Portugal a Nossa Senhora como Rainha de Portugal, em Vila Viçosa, e a determinação de D. João IV em abdicar do uso da coroa real que nenhum outro rei que lhe sucedeu voltou a colocar na cabeça por tê-la oferecido à Senhora que é atualmente e ainda a Padroeira de Portugal.

                Entretanto, segundo dados que obtive junto de participantes, estou em condições de informar que se realizou a cerimónia prevista para junto do Pelourinho localizado à entrada do jardim da Casa do Paço, onde usaram da palavra alguns dos presentes e o presidente da Junta, Filipe Rocha, fez o discurso da praxe, ato que terminou com a entoação em coro do Hino Nacional, seguindo-se a sessão na sede da Junta em conclusão do programa previsto.

                     

                          A sala onde decorreu a cerimónia já com  alguns participantes

                                                           Apresentações
                                 
     BEATRIZ, aluna da escola de música amadeus, intérprete do Hino da Restauração
                                                      Concentração da cantora lírica

     O nobre anfitrião recebendo e saudando os participantes tertulianos

  D. Lourenço de Almada, 7º descendente do Conde referido na História como figura da Restauração

                                                 Sala mais composta de participantes

                                                          Ouvindo D. Lourenço              

                                         Familiares da Casa d'Almada

                                   Fátima Agra em conversa animada com o amigo Augusto

                                Chegada do presidente da Câmara de Viana do Castelo

                                       Atenção ao Hino da Restauração que vai ser entoado.

                                BEATRIZ, interpretando o Hino

                                  A concentração dos presentes.


 José Maria Costa e Fátima Agra, em coloquial troca de palavras.

 Dª Francisca, D. Lourenço ouvem José Maria Costa, o edil vianense socialista.

                               A atenção manifesta de personagens da sociedade lanhesense



                                       As fotografias seguintes respeitam ao filme exibido




 José Maria Costa, segue com muito interesse a passagem do vídeo que configura História da Restauração, em 1 de Dezembro de 1640.



 A drª Fátima Agra, lendo a composição da sua autoria sobre o ato simbólico do Rei D. João IV ao consagrar Nossa Senhora Padroeira da Nação Portuguesa.

                   
                                                       O PELOURINHO.

Texto e fotos doLethes 

Remígio Costa.

1 comentário:

  1. Caro Amigo.
    Gostei imenso de o ver cá em casa e esta reportagem, que está óptima e muito bem expressa.
    Viva o 1 de Dezembro!
    Viva Portugal!
    Viva Lanheses e os lanhesenses.

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