segunda-feira, 31 de março de 2014

LAMPREIA, PARA TODOS OS PALADARES.

            Rodando lentamente, as lampreias assam de forma uniforme sem queimar.

              Terão sido consumidas na festa da lampreia que ontem se realizou no Largo Capitão Gaspar de Castro, em Lanheses, CENTO E QUARENTA (!) unidades daquela espécie confeccionadas de várias maneiras mas, maioritariamente, assadas no espeto.


                  -São servidos? Sem cerimónia, diz o apreciador do ciclóstomo.


        Algo afectada pela instabilidade do tempo frio que ontem se verificou, a iniciativa teve uma participação do público bastante significativa, como o confirma a quantidade de lampreias cozinhadas, uma boa parte levadas pelos apreciadores para ser consumida em família. Na tenda montada numa placa central do Largo, o assador não parou até cerca das 10 horas da noite para servir o pitéu ao som das concertinas e cantares ao desafio. Nos restaurantes aderentes a esta iniciativa cuja receita se destinava a ajudar a Obra Social Riba Lima, foram bastantes os clientes que escolheram uma das opções em que a lampreia foi preparada para almoçar ou jantar.



      P´ra animar, não faltou a música popular.

               Tendo falhado a divulgação da "lampreiada" e o modo como era preparada antes de sofrer o suplício do braseiro onde rolava com uma lentidão sádica até ficar "no ponto", através de vídeo, como tencionava, coloco algumas fotografias em substituição para ilustrar as fases mais expressivas da ciência de bem preparar a lampreia na brasa.


 O Caninhas, é o "Rei" das lampreias no rio e na cozinha como no trabalho que ele oferece.

                                                    FASES DA PREPARAÇÃO








       
 A canoa monóxila serviu de tanque de reserva para as lampreias e foi motivo de curiosidade para os mais novos.
                                         Ainda terão que rodar mais algum tempo.
"Bota" música.

                                          A rede piscatória é para dar ambiente.
        


EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA DO AGRUPAMENTO ESCOLAR DE ARGA E LIMA.

 

     Na na Biblioteca da Escola Básica e Secundária de Lanheses (Viana do Castelo) decorreu na última uma semana uma interessante Exposição, onde se mostraram cerca de duzentas peças não necessariamente todas de carácter religioso mas, maioritariamente composta por Crucifixos, Últimas Ceias e Pietás, construídos a partir de  diferentes materiais e com simbolismos e mensagens diversificados.

     As peças exibidas são em grande parte pertencentes a particulares, não necessariamente coleccionadores, que as preservam como ícones sagrados da tradição familiar religiosa, desconhecendo em muitos casos o seu alto valor material.

     Os exemplares exibidos utilizam o barro, constituindo criações de Rosa Ramalho, Fábrica Jerónimo Campos e autores anónimos populares, chamando a atenção os Cristos em pedra-sabão, articulado, em raiz de planta, vestido com roupa feminina, um verde de artista de Pias, outro de Rio Bom, um em barro de Rosa Ramalho com seis dedos nas mãos, e uma colecção de lindas Ceias em barro policromado e de composição muito originais.

     Esta foi mais uma magnífica iniciativa da Biblioteca da Escola Secundária de Lanheses orientada pela drª Manuela Castro, responsável pela Biblioteca, na senda de outras acções e eventos que se tornaram já marca distintintiva do trabalho que vem sendo realizado nesta área na Escola (como noutras, aliás), só agora divulgada por razões que têm a ver com o valor dos exemplares apresentados. 

     No link abaixo, poderão visionar-se a maior parte dos objectos que fizeram parte da exposição.

 

                                                 ExposicaoDeArte | 110706768125941983316

     (É provável que, hoje, ainda possa ser visitada)