sábado, 29 de junho de 2013

MARIONETAS, ACTORES E OBJECTOS




TEATRO DE MARIONETAS NO AUDITÓRIO GABRIEL GONÇALVES

(Junta de Freguesia)
O espectáculo "Dança Comigo" do grupo Marionetas, Actores e Objectos, estará em cena no auditório Gabriel Gonçalves (na Junta de Freguesia de Lanheses), no dia 13 de Julho, pelas 21h30.

 "DANÇA COMIGO"


           O espectáculo foi criado por Alexandre Vorontsov, onde se podem apreciar as técnicas mistas de uso da Marionetas e onde a história é contada sem texto mas com muito ritmo. As marionetas, figurinos e cenários são de Alexandre Vorontsov e Sabahat Passos. Já foram realizadas 143 representações com 19269 espectadores, 93 no distrito de Viana do Castelo com 9937 espectadores, 35 fora do distrito com  5082 espectadores e 15 fora do país com  4250 espectadores.



           ALEXANDRE VORONTSOV e SABAHAT PASSOS, são dois artistas-actores de elevada competência nesta especialidade, que se destacaram no meio artístico-cultural de Viana do Castelo pela promoção de muitos espectáculos realizados no Teatro Sá de Miranda, mas, também, por terem sido responsáveis durante o seu funcionamento pelo Museu de Marionetas que funcionou na cidade sede do concelho.



            EM LANHESES, Alexandre (Sacha) e Sabahat, orientaram um curso de construção de marionetas destinado a pessoas de mais de 50 anos, o qual fazia parte do plano de actividades da Câmara Municipal de Viana do Castelo e decorreu sob a coordenação da animadora cultural drª Joana Barros, em 2011, tendo obtido um inegável sucesso nos fins a que se propuseram.
 

 Alexandre Vorontsov e Joana Barros, em 2011.


Antes do espectáculo será exibido o documentário "Lanheses, o barco - história da construção de um água-arriba", com cerca de 15 minutos.

Os preços dos bilhetes, que poderão ser adquiridos antecipadamente, serão os seguintes: adulto - 4 euros; criança sentada com menos de 12 anos - 2 euros; família até quatro pessoas (pais e filhos) - 10 euros.

"A VIANENSE", DOS CHOCOLATES, DÁ A FACE A NOVO HOTEL.

         


 A parede frontal será o único vestígio da fábrica "A Vianense"

           A fábrica de chocolates "A Vianense" que encerrou há alguns anos atrás depois de ter laborado mais de um século, vai "dar a cara" a um novo hotel de quatro estrelas que está a ser construído no mesmo local. Só a parede do frontispício, tendo no cimo as letras  "FÁBRICA DE CHOCOLATES A VIANENSE", resistiu ao camartelo demolidor para ser integrado no desenho da nova unidade hoteleira que será construída a poucos metros do edifício onde funcionou o extinto Hotel Afonso III.

          A histórica fábrica dos chocolates feitos artesanalmente, que chegou a ter mais de cem trabalhadores ao seu serviço, resistindo embora a uma degradação progressiva do volume de vendas durante algum tempo,  foi forçada a cessar a sua laboração por insolvência, tendo o seu comprador mantido a marca "A Vianense" mas, agora, numa fábrica sediada no concelho de Barcelos.


A parte do frontispício com a identificação da antiga fábrica.

         Da "A Vianense" saíam chocolates de muito boa qualidade e de espécies e formas variadas envoltos em  embalagens muito sugestivas e coloridas sendo muito procurados os deliciosos "imperadores" com uma amêndoa no interior e as tabletes aos quadradinhos, um chocolate mais económico e por isso também  popular, que se vendiam nas antigas mercearias, a retalho, fazendo os quadradinhos que se designavam por "pauzinhos" as delícias das crianças introduzidos no meio de um pão de trigo ou naco de broa, consumido no recreio da escola primária nos intervalos das aulas.

         Actualmente, continuam a aparecer no comércio chocolates com a marca "A Vianense" mas, mesmo que nada se possa apontar quanto à qualidade dos produtos disponíveis, para os vianenses saudosistas já nada os distingue das demais marcas concorrentes.

         

sexta-feira, 28 de junho de 2013

ACIDENTE DE VIAÇÃO NA ROTUNDA DAS MASSEIRAS.

        

  

               Passavam alguns minutos das quinze horas de hoje, 28 de Junho, quando três viaturas ligeiras se envolveram num aparatoso acidente de viação no momento em que iniciavam as manobras de contorno da rotunda das Masseiras, no lugar de Campelo, desta freguesia. Do embate não terão resultado feridos graves apesar do aparato causado pelo estado em que ficou uma das viaturas envolvidas. 

               Alertadas pelo estrondo causado pelo choque, ocorreram ao local alguns moradores da zona que prestaram a primeira assistência aos sinistradas e promoveram a comparência dos serviços públicos de saúde  e das autoridades de trânsito que ali compareceram em tempo oportuno. Entretanto, pessoal de outras duas ambulâncias que ali circulavam após o acidente procuraram avaliar os efeitos dos choques nos passageiros dos três veículos com vista ao despiste de efeitos colaterais que porventura tivessem sofrido.


              Pelos relatos de alguns curiosos que se juntaram na rotunda,  o embate principal dos automóveis que deu origem ao desastre ter-se-à verificado entre a viatura que entrou no rotunda vinda do lado da Granja (estrada 305), e outra que, circulando na 202 no sentido do Largo da Feira se dirigia para a ponte. Atrás desta vinha um terceiro carro que não terá podido evitar o choque na traseira deste último veículo.

             Dos envolvidos no acidente, só um acedeu deslocar-se ao hospital de Viana do Castelo para exames preventivos de sequelas não identificadas no local. Os passageiros da viatura que acedeu à rotunda do lado do Barreiro  são naturais e residentes nesta localidade.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

VER, PARA CRER. COMO SÃO TOMÉ...

              Não faltam no linguajar popular expressões que traduzam a preceito a desconfiança das pessoas em relação a uma notícia exageradamente agradável, uma prenda de que não estavam à espera, um negócio ou vantagem de lucro nutrido, uma sinecura de proveniência suspeita, por serem coisas demasiado aliciantes que as leva a duvidar de que possam ser concretizadas. "Quando a esmola é grande, o pobre desconfia", "não há almoços grátis", "ver para crer, como S. Tomé, e outras que tais, tudo para traduzir que não estão para ser enganadas como a maioria das vezes tem acontecido.

           Vem isto a propósito da notícia que esta semana foi propalada na comunicação social, como aconteceu na edição de ontem do semanário "A Aurora do Lima", pela voz do senhor presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, engenheiro José Maria Costa, de que uma empresa norte- americana iria instalar na Zona Industrial de Lanheses uma fábrica para produzir transmissões para automóveis que deveria criar 500 novos postos de trabalho e teria um investimento inicial de 27 milhões de euros. Não ponho em causa a seriedade da noticia tanto mais que ela foi divulgada numa reunião do executivo camarário, nem pouco mais ou menos a convicção do seu autor na sua fidedignidade, mas, tendo na lembrança outras anteriores sobre implantação de novos equipamentos fabris no Parque Empresarial desta freguesia, parece-me que há razões bastantes para duvidar da concretização deste projecto com início de laboração previsto até final do corrente ano.

          Não pretendo tirar a esperança a ninguém. Muito sinceramente faço votos para que o projecto se realize. E mais, e mais...

         Oxalá seja possível ver o começo da implantação daquela fábrica ainda antes das eleições autárquicas previstas para 29 de Setembro próximo....
  
          Aí, talvez mude de opinião.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O MOSTEIRO BENEDITINO DE SÃO ROMÃO DE NEIVA.

  
 A bonitaIgreja Beneditina de São Romão de Neiva com alguns traços de estilo barroco e, do lado direito, a ala norte do antigo Convento com claros sinais de ruína. A torre que deveria existir do lado direito nunca foi construída por falta de fundos.

              Escassa dezena de quilómetros a sul de Viana do Castelo e com o mar da Amorosa ali perto a emanar o cheiro a maresia por entre as encostas de pinheiros e eucaliptos batidas pelo sol do Oriente, na freguesia de São Romão de Neiva, situa-se o Mosteiro Beneditino de São Romão do Neiva, uma construção que poderá  ter sido reedificada a partir do séc. XI no mesmo local de um antigo cenóbio que ali teria existido.


Vista do Convento a partir do Monte do Crasto onde se situa e Ermida da Senhora do Crasto.
         

            A edificação actual, construída de raiz em substituição da anteriormente existente teve início em 1733 por iniciativa e a expensas de um membro da comunidade beneditina local, Frei Nuno da Cruz, um rico fidalgo descendente de S. Nuno Álvares Pereira, o qual ficou detentor único de uma fortuna considerável por herança de família, e que viria a aplicar na construção do templo em cumprimento de uma promessa. Após a sua morte e em cumprimento de uma decisão judicial proferida em acção interposta por parentes, uma vez que os irmãos de Frei Nuno da Cruz não deixaram descendentes, os benefícios cessaram e as obras da igreja e do convento tiveram que ser interrompidas quando se esgotaram de vez os materiais já pagos, ficando por concluir a abóbada e a torre sineira do lado sul. Por alturas de 1743 a 1746, ainda foram construídas algumas obras previstas como os arcos do coro, os púlpitos, a pia baptismal e o lavatório da ante-sacristia.


O magnífico retábulo da Capela-Mor, vindo do Convento de Tibães em carros de bois.


          O interior da  igreja veio a ser enriquecido com espólio do Convento de Tibães que passava por uma fase de renovação. Nesta conformidade, chegaram a São Romão de Neiva algumas peças de grande valor, como o retábulo do fundo da capela-mor e os dois retábulos laterais. Para transportar estes exemplares de arte sacra foram utilizados vinte e cinco carros de bois que percorreram a distância de cerca de cinquenta quilómetros entre Tibães e Neiva em dois dias. Posteriormente, de Tibães chegaram a São Romão do Neiva outras obras de arte, destacando-se três imagens em tamanho natural esculpidas em madeira por Frei Cipriano da Cruz, representando S. Gregório Magno e S. Bernardo e a Visitação da Virgem a sua prima Santa Isabel, onde elas aparecem abraçadas, sendo por isso conhecidas na aldeia por "As Senhor.as Abraçadas"


Retábulo lateral sul "As Senhoras Abraçadas"

 
Retábulo lateral norte "Nossa Senhora do Rosário"


        Altar-Mor da Ermida da Senhora do Crasto.

           O Mosteiro situa-se no sopé do Monte do Crastro, ao cimo do qual existe uma pequena Ermida votada à Senhora do Crasto, onde é possível aceder através de uma escadaria em granito a partir do Mosteiro, ou, em automóvel sem dificuldade por caminho de terra batida de pouco mais de uma centena de metros, tomando o ramal que sobe a encosta a partir da estrada em asfalto que passa ao lado do Convento e do Campo Desportivo. Lá chegados, deparámos com um magnífico parque de lazer e divertimento, com todas as condições para fruir dos dons da natureza na sua plenitude, entre pinheiros e o cheiro dos eucaliptos e o alongar da vista pelas terras de Neiva. Terá no local existido em tempos um castro onde se fixaram os habitantes que deram origem à localidade. À volta da Ermida cuja fundação se estima ter sido por volta do séc. XVI, e onde os frades beneditinos que a mandaram edificar rezavam as vésperas e contemplavam o pôr-do-sol no Atlântico, agora um pouco mais ampla depois de 1935 e por ter sido restaurada em 2008, foi construído um parque de merendas com vários espaços cobertos com mesas e bancos, um anfiteatro em granito para eventos e respectivo palco, parque de diversão, mesas e bancos em pedra, cozinha apetrechada com forno a lenha e assador, serviços de talheres e banca de lavagem de louça, instalações sanitárias,  luz eléctrica e a simpatia do responsável do local, o padre Moreno. E muito, muito ar puro, sombra e sol ao gosto de cada um.

 Nas imagens seguintes mostram-se as edificações do Parque do Monte do Crasto.






           Em Viana, no Alto-Minho, ninguém diga que não há neste rincão do Portugal quase desconhecido, mar, rios, verde e História suficientes para oferecer a quem tiver vontade de nos vir conhecer.

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Texto baseado em visita própria guiada ao local e em folheto editado pela direcção do Mosteiro. Fotos do autor do blogue.

       

     

       

sábado, 22 de junho de 2013

SÃO JOÃOZINHO GENUINO E ANIMADINHO, MUITO ALEGRE E BONITINHO.

        

                     Marcha do Centro Social Riba Lima



         O desfile das marchas que ontem à noite se realizou no Largo do Sobral, em Lanheses, perante um público bastante participativo e que ali compareceu em número apreciável, constituiu o atractivo principal  festa, conferindo-lhe a identidade popular da animação típica das festas sanjoaninas. 

          Apresentaram-se para desfilar seis grupos, quatro dos quais provenientes do Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, constituídos em parte por alunos e professores responsáveis pela organização das mesmas, uma formada pela Associação de Pais e Encarregados de Educação do mesmo Agrupamento e outra ligada à Obra Social Riba Lima, cujos principais responsáveis da coreografia, música e vestuário estiveram a cargo de Catarina, Ira e Paula.

Pequenos marchantes da Escola Secundária.














          A marcha da Associação de Pais que abriu o desfile era formada por bastantes figurantes dos dois sexos, vestindo roupas sugestivas e exibindo utensílios e uso doméstico e artesanal. Tendo à frente como padrinhos o presidente da junta, Ezequiel Vale e a sua esposa, desfilaram com muito garbo entoando uma música adequada e bem ensaiada. No palco amovível fizeram uma demonstração muito certinha e vistosa.

         Passaram a seguir as marchas da Escola: 6º C, "Os Surfistas" a simbolizar a actividade que aproveita as ondas do mar; o 5´A, bastante reduzida no sua constituição por força da ausência de componentes preocupados com exames; depois, foi a vez do 5º B, "Nadadores Salvadores", bastante completa e vistosa na cor laranja das roupas, muito alinhada e segura nos movimentos no palco e um intérprete a solo a cantar a letra da marcha por não ter a seu lado a sua colega; a quinta e entrar em cena for a dos "Piratas", do 5º D, esta também muito desfalcada pela mesmas razões atrás referidas.


                            MARCHANTES DO CENTRO SOCIAL




         A sensação da noite foi a marcha do Centro Social Riba Lima, pela expectativa que rodeava a entrada em cena de marchantes "entradotes" na idade na sua grande maioria pois alguns deles ainda  estarão à distância de  alguns anos de pertencer ao "GRUPO DOS MADUROS". Não será exagerado afirmar que a "rapaziada" ARRASOU, mesmo! Mulheres e homens oriundos de diferentes actividade sociais, sem que se notasse a distância entre eles do respectivo ano de nascimento, compenetradíssimos como diria Paulo Futre, elas de cantarinhas de barro sobraçadas ao corpo ou de cestinha de verga com toalhinha de linho bordada de mão na anca e saracoteando a saia ao ritmo da música que cantavam, os homens usando roupas de camponês, chapéus de palha na cabeça, camisa branca bordada e utensílios da prática agrícola, de arco e balão levantados, seguidos de um quarteto de tocadores de concertina, subiram ao palco para dar um verdadeiro show de coreografia, passos de dança entrelaçados e ritmados, concluindo com um surpreendente piquenique em pleno palco estendendo numa toalha de linho pão, chouriços caseiros, não faltando o garrafão de tinto verde servido numa monumental malga "comunitária" passada de mão em mão sem distinção de sexos! "Bárbaro", de morrer!








          A apresentação esteve a cargo do Zé Manel (Igo), componente do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Lanheses, o qual se encarregou também no final do certame de leiloar algumas ofertas feitas pelos componentes dos marchantes do Centro Social, a favor de quem reverterá o lucro que resultar destas festas sanjoaninas em Lanheses.


















































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