quarta-feira, 31 de outubro de 2012

TITO PARIS, EM NOITE DE HALLOWEEN.


2º Grande Prémio de Atletismo de Outeiro - Viana do Castelo


 








Escola de Atletismo Manuela Machado
Rua Nossa Senhor de Fátima nº176
4925-344 Cardielos
Viana do Castelo
+351 96 901 24 31









LOGO VI. NEM DE PROPÓSITO.


      Para complementar o post de ontem -TDT, TEMPO DE TRAFULHICES, RESPIGUEI DO JORNAL DE NOTÍCIAS  (jn) DE HOJE, ESTA NOTÍCIA:

"Fortes indícios" de corrupção na implementação da TDT

"O investigador da Universidade do Minho Sergio Denicoli afirmou, esta terça-feira, que há "fortes indícios" de corrupção na implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal e sublinhou que o processo foi conduzido de forma a "não funcionar".

"Fortes indícios" de corrupção na implementação da TDT
foto Pedro Rocha/Global




"Houve uma Televisão Digital Terrestre (TDT) planeada muito diferente da que foi implementada. Foram prometidos, por exemplo, muitos canais, mas ficou-se apenas pelos quatro que já existiam no analógico. Isso ocorreu por interferências políticas e económicas, o que nos leva a crer que pode ter havido a captura do regulador pela Portugal Telecom [PT], ou seja, a Anacom teria trabalhado em favor da PT", disse à Lusa o investigador.
Sérgio Denicoli defendeu hoje, na Universidade do Minho, a sua tese de Doutoramento em Ciências da Comunicação, especialidade de Sociologia da Comunicação e da Informação, intitulada "A implementação da televisão digital terrestre em Portugal".
O investigador sublinhou à Lusa que a PT foi, "de longe, a principal beneficiada" com a TDT, tendo conseguido 715 mil novos clientes para a MEO.
"Naturalmente, não interessava à PT que a TDT tivesse muitos canais e a entidade reguladora [Anacom] permitiu isso, beneficiando grupos económicos em detrimento do interesse público", referiu.
E acrescentou que, segundo a organização não-governamental Transparência Internacional, esta atuação configura "uma espécie de corrupção, pois utiliza algo público de forma a garantir lucros privados".

O FUTEBOL DA NOSSA TERRA (Calendário para o fim de semana - CARTAZES)

SENIORES
Divisão de Honra


 

 Taça RAMIRO MARQUES



FUTEBOL DE FORMAÇÃO.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

TDT: TEMPO DE TRAFULHICES.

           

   
               Antes de chegar a TDT, - Televisão Digital Terrestre -  nunca tive queixas relacionadas com a recepção da imagem de TV, que chegava ao velho aparelho com toda a normalidade e com imagem de suficiente qualidade. Depois de ter sido desligado o sinal que obrigou à instalação de um aparelho para não ter que mandar para a sucata o antigo receptor e quisesse continuar a utilizar o serviço, começaram as anomalias e, consequentemente, os inevitáveis gastos e contrariedades.

                Nunca me explicaram de forma a não ter dúvidas sobre as verdadeiras razões que estão subjacentes à imposição desta alteração técnica. Ao contrário do que foi publicitado nos media durante meses consecutivos, a inovação não veio trazer alterações positivas comprovadas para a imagem e som, implicou, até, gastos com a aquisição e instalação do aparelho indispensável (a grande maioria dos consumidores não tem aptidão para lidar com a electrónica nem sabe sequer introduzir os dados para iniciar o serviço pelo que, ou pede a um vizinho habilidoso para o fazer ou chama um técnico que lhe vai cobrar o serviço), os comandos passaram a ser dois, faz aumentar o tempo de espera para que a imagem chegue ao ecran e força a suportar a bolinha do olho vermelho de aviso que pertence ao aparelho suplementar.
            
                 Por várias vezes sucedeu no meu televisor que, com este novo aparelho, a imagem pára durante algum tempo frequentemente, distorce-se e disforma a imagem, fragmenta-se como pedacinhos de papel quando são lançados ao ar. E AVARIAM com facilidade  pelo que obrigam a chamar de novo o técnico, pode até ser necessário COMPRAR outro aparelho porque o anterior "queimou", e, acontecendo, ter que PAGAR nova factura.

               Houve benefício com a entrada em funcionamento da TDT? Claro que sim, uma pechincha. Havia,ainda há, quem veja as telenovelas e o programa da Júlia com "máquinas" do século passado. Imposições legais desta natureza são "às dúzias" a favor da economia de consumo vigente que faz nutrir as já gordas contas bancárias de interesses particulares e de multinacionais, que se vangloriam de distribuir pelos accionistas dividendos pornográficos no final do exercício à custa das aldrabices perpetradas aos cidadãos, que, sentindo-se enganados, impotentes e desiludidos acabarão por optar por

                             Manter-se com a TDT adquirindo novo aparelho,
                             Substituir o televisor por um de nova geração,
                             COMPRAR TV cabo,
                             DEIXAR de consumir TV.

               A braços com uma luta pela sobrevivência com dignidade que  milhares de famílias portuguesas se debatem, em consequência das medidas de austeridade implacáveis que lhe vêm sendo impostas , é fácil perceber qual das soluções será escolhida.

            
                            

                                       

              

              

COGUMELOS É BOM CONHECÊ-LOS ANTES DE COMÊ-LOS.

              São bons, podem ser comidos em variadas ementas e abundam por aí em terrenos húmidos emergindo das folhagens caídas das árvores. Quando a vida era passada a maior parte do tempo nos campos, não havia aldeão que não soubesse distinguir o bom do mau cogumelo. Comi alguns que cresciam debaixo do castanheiro grande do lugar da casa dos meus pais, na juventude, assados nas brasas da lareira untados com azeite e broa de milho. Um manjar!

              Infelizmente, a ignorância das coisas do campo leva a que se tomem cogumelos silvestres VENENOSOS por comestíveis o que resulta quase sempre em tragédia, como há dias aconteceu numa localidade transmontana onde uma família foi dizimada com a morte dos pais e de um filho.

              É,  pois, oportuna e a todos os títulos justificada a iniciativa da Junta de Freguesia em patrocinar uma acção de informação e esclarecimento sobre o conhecimento dos COGUMELOS SILVESTRES, que se recomenda sobretudo aos mais jovens que aproveitarão, também, como aula pedagógica de Biologia, Ecologia e morfologia dos macrofungos.

             Aproveite. Ou não consuma, pela sua saúde.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

AZEITONA, PARA QUE TE QUERO.

                                                                     O OLIVAL

     
                                                   O desperdício

             Fazem parte do meu passado como habitante de Lanheses os seguintes lagares de azeite: o do "Tinoco", localizado na fronteira entre o Seixô e a freguesia de Meixedo, o do "Bacela", cerca da Zona Industrial, o que foi de Domingos da Rocha Santos e agora é propriedade dos herdeiros de Manuel João Gonçalves (Aviador) e, finalmente, o último a ser construído, de quem José Martins Agra foi dono. Do "Moínho do Reiro", que laborou a norte de Salvaterra, já estava em ruínas na minha infância e, dele, só algumas das peças restam no Largo da Seara como património público.

                           Era o "Moinho do Tinoco"

             Já todos desapareceram. O do "Tinoco", onde além de azeite se moía o grão e serrava madeira, acabou em fábrica de manilhas de cimento e blocos para construção. Está presentemente "sepultado" num bosque de silvas e arbustos, quase invisível aos passantes; o do "Bacela", onde a água chegava em sulco cavado em pedras de granito para accionar a grande roda de madeira que fazia girar a mó do moinho e alimentava a serpentina do alambique onde corria a aguardente de bagaço de uva, abriga hoje no alpendre, envoltas em teias de aranha e cobertas de pó as serras e os carris onde os troncos eram cortados, em agonia lenta e irreversível; ali perto, o do "Aviador", já só a estrutura resta para recordar o lagar que já foi para ser, hoje, serração e depósito de lenha; e, em Casal Maior, o último a ser construído e, porventura, o que menos tempo manteve a laboração, passou, após a cessação de actividade e após várias transformações para servir fins de outras necessidades económicas, a ser nesta altura, utilizado como mercado de produtos alimentares.

                         Foi o do "Bacela". Desactivado.

            Então acabou em Lanheses a cultura da azeitona? Não é bem assim, mas quase.

            Primeiro, terá sido causa da diminuição crescente do interesse pela produção de azeite por estas bandas, o êxodo da mão de obra barata e desqualificada iniciada na década de sessenta, que deu começo ao abandono dos campos e abriu caminho, com a entrada de Portugal na CEE,  à invasão catastrófica de fundos para desinvestir na agricultura e à fixação de cotas de produção que facilitaram a invasão de importação de produtos a custos mais acessíveis. A qualidade não é para aqui chamada...A explosão do acesso ao ensino veio criar outras expectativas de vida para o mundo rural, pois, quer os que concluíam os cursos que estudaram quer os que abandonavam a escola sem os terminar, jamais recuperavam o interesse pela actividade da lavoura.


             Lagar do "Aviador". Serração de madeiras, agora.


            Reduziu a população jovem activa, ficaram os idosos e os que se ligaram à terra desde a infância e não tiveram coragem, ou não puderam, abandonar a lavoura por tradição familiar ou afectiva.. O custo do trabalho inflacionou, as remessas de divisas e os salários cresciam, o preço do produto estrangeiro nas grandes superfícies e a facilidade do crédito eram tentadores e, consequentemente, o azeite ficava na terra com a azeitona a cair das oliveiras. Milhões de hectolitros a regar a terra... Foram impostas novas regras legais de funcionamento dos lagares de azeite, impondo-se-lhes exigências de modernização em material e saneamento, com custos insuportáveis que levaram ao seu encerramento da grande maioria deles. Vila Mou, tentou durante alguns anos resistir, porém, há já alguns anos que o edifício onde funcionou o lagar está à venda.


 Foi lagar de azeite, do "Agra". Funciona lá um mini-mercado.
           

                    Há ainda quem entre nós se preocupe, e ocupe, na apanha da azeitona. Creio que são, a cada ano que passa, cada vez menos. É fácil encontrar por aí muitos olivais onde a azeitona, madura, pinta de negro o chão ao redor da árvore bíblica e os caminhos por onde o transeunte passa e esmaga com os pés, indiferente. A insensibilidade perante uma árvore tão cheia de simbolismo cristão, ancestralmente respeitada e venerada, que dá alimento e luz, amiga, bela, e, de uma utilidade tão evidente para o homem, é, hoje, pecaminosamente, objecto de adorno (!) de jardins particulares e até públicos, requintada e caprichosamente  moldada num gesto de humilhação e martírio gratuitos.


                        Sem comentário.
            

            Portugal produz, felizmente, ainda assim, um dos melhores azeites do Mundo. Frequentemente, produtores de várias regiões do país, como Trás-os-Montes, Beiras e Alentejo expõem em certames de feiras estrangeiras e vêm de lá laureados com primeiros prémios. É bom para Portugal e para os produtores organizados que merecem a atenção e apoio das instituições responsáveis pela agricultura. 

                                     Verde foi meu nascimento
                                                 e de luto me vesti;
                                     Para dar a luz ao Mundo
                                                 mil tormentos padeci.

            Esta linda quadra popular que aprendemos, ainda criança,  a recitar no decorrer das tarefas que envolvem a época sazonal da azeitona, encerra em si toda a magia de um fruto amigo da humanidade, porque nasceu para dar vida, padeceu e morreu para se fazer luz. 

            Que ela (a luz) chegue a todos. 



            

           

           

ENXAME CONSTRÓI CASULO GIGANTE EM TOPO DE ÁRVORE.

                              O ninho em forma de balão.

              Uma espécie de abelhas que não consegui identificar construiu no cimo de uma árvore com mais de quinze metros de altura, um casulo de proporções avantajadas presumindo-se que se encontre ali há já bastante tempo, dadas as proporções avantajadas que atingiu. O amieiro onde está instalado situa-se no sítio conhecido por Alvito, no Lugar da Forcada, em Lanheses, perto de um estação de elevação de águas da ETAR, num terreno com muita vegetação rasteira e natureza pantanosa a requerer alguns cuidados para aceder ao local, a alguns metros da estrada que dá acesso à ponte.


 A inexistência de folhas pôs o ninho a descoberto.


                             Bem no cimo da copa do amieiro             

              Efectuei uma tentativa de visualização do local pela estrada de acesso à ponte de Lanheses, um centena de metros depois da rotunda, mas, não obtive sucesso, ao contrário do que pensava.

              Algumas pessoas que residem perto do local comentavam que as abelhas, cuja actividade se mantém e é visível do chão, são "bravas", pelo que não têm interesse para a apicultura.



domingo, 28 de outubro de 2012

O FUTEBOL DA NOSSA TERRA.

          AF Viana do Castelo
          Divisão de Honra.



JORNADA 5
 
                      Valenciano, 4 - UNIÃO DESPORTIVA DE LANHESES, 1
 
                             UDLANHESES tarda a entrar no campeonato...


 
 2012-10-28
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Visitante

AD Campos 3-2 Vila FriaSugerir Video 
FC Vila Franca 0-0 GD Moreira do LimaSugerir Video 
Bertiandos 0-2 SC CourenseSugerir Video 
Távora 4-1 ADC CorrelhãSugerir Video 
ARC Paçô 1-1 CastelenseSugerir Video 
Vitorino de Piães 1-0 Neves FCSugerir Video 
Valenciano 4-1 UD LanhesesSugerir Video 
Pos.EquipaPJVEDGMGSDG

1GD Moreira do Lima13541071+6
2SC Courense12540173+4Subiu 2 posições
3AD Campos94301105+5Subiu 3 posições
4Cerveira9430183+5Desceu 2 posições
5Valenciano9530285+3Subiu 2 posições
6Vila Fria9530276+1Desceu 3 posições
7Neves FC6420243+1Desceu 2 posições
8Távora6520378-1Subiu 4 posições
9Castelense6513147-3Desceu 1 posições
10Vitorino de Piães5512223-1Subiu 4 posições
11ARC Paçô4511346-2
12FC Vila Franca4411224-2Subiu 1 posições
13ADC Correlhã4511359-4Desceu 4 posições
14Bertiandos35104310-7Desceu 4 posições
15UD Lanheses1401327-5

FACTOS & FOTOS PARA PARTILHAR.


 Os padrinhos, pais, o baptizando Gustavo e o ministro da cerimónia padre Daniel Rodrigues

                   O GUSTAVO teve hoje, domingo, 28 de Outubro o seu baptismo na Igreja Paroquial de Lanheses, numa cerimónia presidida pelo pároco residente padre Daniel da Silva Rodrigues, na presença dos seus pais, ELISABETE e MÁRIO RUI e de membros das respectivas famílias. 

 O Gustavo segura a vela simbólica do acto, ajudado pelos pais e padrinhos


Bisneto e neto de amantes do rio não tem medo da água.

 O Gustavo e os seus pais,  ladeados pelos visavós maternos, com Lambranca em primeiro plano.

              O novo componente da comunidade católica desta localidade é bisneto do antigo guarda-redes de futebol João Rocha (Lambranca), o qual esteve também presente na cerimónia.



                       O padre Daniel Rodrigues posa com o Gustavo




ÀS CINCO DA MANHÃ!

            Acontece. Às cinco da manhã de hoje (CINCO, companheiros!), o despertador do meu telemóvel arrancou-me ao silêncio das profundezas do Universo aonde me levara uma nuvem mergulhado no sono dos justos, obedecendo à ordem gravada na memória da máquina desumana e implacável. Em obediência à determinação da mudança de hora (estou ainda para perceber que vantagens resultam destas alterações) accionei o mecanismo do despertador para a hora habitual sem me lembrar de atrasar o relógio para o ajustamento indispensável.

          O erro era irrecuperável e, sendo assim, cumpridos os preliminares dos hábitos de higiene diária, sentei-me ao computador e escolhi esta raridade de talento precoce que ofereço a todos aqueles que, a esta hora e durante o dia de domingo que ora começa, com os votos de que passem um lindo e feliz fim de semana.

Connvosco EDWARD YUDENICH, um Maestro de apenas SETE anos de idade!


sábado, 27 de outubro de 2012

MUDA A HORA. DE RESTO, CONTINUA TUDO COMO DANTES.

                            

                          Não me parece que alguém não saiba já que, quando entrar a madrugada de domingo, a hora terá que ser alterada atrasando sessenta minutos ao tempo marcado no cronómetro. É CHEGADO O TEMPO DA "HORA DE INVERNO".

                           Se tem algum compromisso, tome as medidas para evitar contratempos. Caso contrário, deixe-se ficar no quentinho e, quando acordar, ainda vai a tempo de corrigir o despertador para, na segunda-feira, não chegar tarde ao trabalho.

                          

CONHECE VIANA DO CASTELO?

               


               Muitas vezes fazemos a pergunta -conhece Viana?, a alguém com quem nos cruzamos em certas ocasiões ou nos apresentamos pela primeira vez para dar início à conversa convencional preliminar de outros assuntos que pretendemos abordar, ou, o que muito me desvanece e aprecio, para ter oportunidade de ouvir da parte de pessoas oriundos de outras paragens elogiosas referências sobre a beleza da "Princesa do Lima"

                A pergunta, porém, não é dirigida aos que conhecem de visita a nossa cidade sede de distrito, mas aos que, sendo naturais ou residentes desta região, lá se deslocam frequentemente por imperativos da actividade que exercem, ou, movidos por interesses da vida particular de cada um. 

                Muitos dirão: -Ora, grande coisa! Uma cidadezinha que se percorre a pé do Axis até até à Praia Norte e da Praça de Liberdade à Estação dos comboios em menos tempo que a Manuela Machado precisava para correr a maratona, quem a não conhece de "fio a pavio"? Ai, é?, então esqueça as repartições públicas, as escolas, os serviços de saúde, farmácias, a Câmara Municipal, o tribunal, a polícia, o shopping e outros centros comerciais, o Caramuru intruso da sala de visitas, as docas e o Gil Eanes, o prédio do Coutinho ou dos sem tino, a Avenida dos Combatentes, a Rua Manuel Espregueira da "A Aurora" e do SC Vianense, São Domingos e a mula "Águia" do Beato Santo, Campo da Agonia, Estaleiros Navais, Santiago da Barra, o Zé Natário dos biscoitos e das bolas de Berlim, a Bertrand ou a tabuleta dos Três Potes, a rebaptizada Rua da Amália...e outros sítios por onde há muitos anos vimos circulando. E se lhe pedir para me levar até à primeira matriz do concelho de Viana, para conhecer a Casa dos Bicos, a cela onde viveu o Beato Frei Bartolomeu dos Mártires, à Capela dos Mareantes, ao altar único no mundo de talha gorda dourada, aos Museus do Traje e do Ouro, à Capela de Santa Catarina, à Igreja barroca do antigo convento beneditino da cidade, ou, 

(e esta é a causa deste post) o




Forte da Roqueta?

             - Forte da Roqueta, é? Uhm, deixa ver, talvez aquele que se encontra em ruína a norte da praia de Viana? Não?. Ora esta, é que não vejo outro que se pareça com um  forte.

              Eu fiz quase toda a minha vida em Viana e também não me recordo de ter ouvido alguma vez este nome. Admito que terei sabido, mas, esqueci.  Algumas vezes andei lá perto, passei até em frente a ele, mas, para mim,  foi como se tivesse sido a primeira vez que ouvi pronunciar tal nome. Bem sei que só dele bem pode dar conta se lá for com esse propósito, por não ser o local muito frequentado a não ser para quem queira aceder aos Estaleiros Navais, por aquele percurso, ou, então, movido pela curiosidade de ver a estátua do "queijo limiano" (uma silhueta de mulher com um insinuante busto, desafiando o vento que sopra do sul e com uma flor na mão erguida),que ali foi implantada há alguns anos ali mesmo em frente (os "minhotos são "danados" para inventar epítetos jocosos).


             
         O Forte da Roqueta é uma edificação do século XVI anterior portanto à construção da muralha do pretenso "castelo" de Santiago da Barra, tendo sido posteriormente ampliada por D. Sebastião e concluída por Filipe I de Portugal II de Espanha. Foi  levantada para desencorajar o desembarque no local dos navios piratas que ali intentavam entrar vindos do mar. (Os que vieram por terra não foi tão fácil expulsá-los e, hoje, ainda andam milhares por aí...).  Era, então, uma construção isolada separada da povoação por campos e vinhas no espaço que actualmente é o chamado Campo da Agonia. A muralha filipina que chega aos nossos dias na forma que a conhecemos, "absorveu" na ponta sueste do polígono que a forma a antiga Torre da Roqueta, pelo que, um transeunte no local nem se dá conta de que ela não é parte da construção principal. Serviu como prisão durante algum tempo.

             
           Espero que os que ficaram a conhecer este pormenor da história de Viana, quando forem à procura do peixe fresco na lota logo à entrada da nova doca de pesca, sigam em frente alguns metros até ao local onde está o edifício do ISN e existiu a antiga venda do pescado e de gelo, para ver a Roqueta. No regresso pelo mesmo percurso e logo à entrada da via rodoviária marginal, podem ver, à esquerda, a Capelinha de Santa Catarina que se situava dentro do perímetro do Castelo de Santiago da Barra e foi demolida, sendo ali erigida por imposição dos pescadores de Viana.




           
          Não consegui apurar convincentemente o significado do monumento e a sua implantação neste local. A silhueta não é de todo desinteressante se não tomarmos o penteado agitado pelo vento por um gorro e a flor um gesto para desencorajar piratas ou invasores mal intencionados. A associação ao "queijo limiano" é por demais óbvia para que seja necessário qualquer comentário...além do reparo de que quem dele tira proveito actualmente já não é a "vila mais antiga de Portugal".



          
 Alguns pormenores do Castelo de Santiago da Barra.