terça-feira, 24 de julho de 2012

OS "OPERACIONAIS" DA GRANDE FESTA.

             Moisés Baptista Rebouço, Francisco Manuel Franco da Rocha, António Faria da Rocha, Joaquim de Sousa Rocha, Manuel Esteves Soares, José Domingos Rebouço e Ricardo José da Silva (da esquerda para a direita). Ausente, Manuel Coutinho. Os "operacionais" de 2012.

              Assumir a organização de uma festa com a dimensão da do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, não é tarefa para "qualquer um". Quem aceita integrar uma equipa que se propõe acolher a responsabilidade de levantar um acontecimento de tamanha grandeza pratica um acto de coragem, tem preocupações de solidariedade para com a preservação dos costumes e tradições da sociedade de que faz parte e alto sentimento de bairrismo.

            A organização da componente profana deste evento que acontece anualmente ao quarto domingo do mês de Julho, é competência da Confraria do Senhor do Cruzeiro a quem  cabe encontrar (convidar) as pessoas com disponibilidade para aceitar fazer parte da Comissão de Festas, por um período de três anos. Por regra, há sempre pelo menos um dos componentes que permanece mais tempo na nova Comissão com o propósito de "instruir" os que entram para novo exercício. Por conveniência prática, deve integrar a Comissão pelo menos um membro que seja emigrante. Há, também, outros que se mantiveram por  mais tempo na equipa em cumprimento de votos assumidos.

           As primeiras diligências para a festa do ano seguinte começam no momento em que está a realizar-se a do ano presente. Decididas e distribuídas em reuniões assíduas as competências de cada membro, há que encetar a negociação de contratos com bandas de música, conjuntos musicais, charanga, empresas de pirotecnia, licenças camarárias, empresários das ornamentações e serviços sonoros, instalação de ligações eléctricas, serviços policiais, de bombeiros, acordar com empresários dos divertimentos a instalar no recinto, montar os coretos e providenciar a logística das bandas,  escolha de Mordomos e Juízes, mobilizar os lugares para apresentarem os famosos tabuleiros para leiloar, mil novos assuntos que a todo o momento surgem e têm de ser resolvidos no momento.

            Mas, o que é, de todo, indispensável e imperioso é a angariação de receitas que satisfaçam os encargos assumidos. Todas as Comissões têm por princípio não mexer nos capitais acumulados que porventura existam de gestões de anos anteriores.

            Outro aspecto dos trabalhos que têm que ser realizados e a que as pessoas, em geral, não relevam é o "desmanchar" da festa, que comporta a restituição do recinto onde ela decorreu à sua imagem normal retirando do local aquilo que antes serviu para cumprir as necessidades do funcionamento de serviços e logística indispensável e a manutenção da sua limpeza.

            Alguns contestam (ou desculpam-se?) estas manifestações populares invocando razões de gastos sem retorno que os justifique, mas, são (ainda) mais os que se empenham para que elas permaneçam na tradição da freguesia que é, afinal, a História da nossa caminhada comum. Res non verba, pois, de facto, palavras leva-as o vento e só as obras podem ser eternas.

            Os "operacionais" que merecem felicitações pelo brilho que alcançaram as Festas deste ano do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, ficam aqui a receber os aplausos dos que lhes estão reconhecidos pelo trabalho e dedicação que demonstraram. 


   "Operacionais" 2012, em frente à bela fachada Rocaille da Capela do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, tendo ao centro do Pároco residente da Paróquia de Santa Eulália de Lanheses e S. Paio de Meixedo, padre Daniel Miguel da Silva Rodrigues.

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