quarta-feira, 30 de maio de 2012

FACTOS & FOTOS PARA PARTILHAR.

                          INSTANTÂNEOS DAS FESTIVIDADES DE VILA MOU.


      Por deferência de Amaro Rocha, que muito agradeço em nome dos visitantes do doLethes, é com muito gosto que publico algumas fotos por ele obtidas na festa em honra de Nossa Senhora da Encarnação, que ontem dia 28 de Maio terminaram na freguesia vizinha de Vila Mou e que decorreram, à semelhança dos anos anteriores com muito brilho e afluência de pessoas. Têm assim oportunidade, aqueles que estão deslocados no estrangeiro e, também, os que por motivos particulares  nelas não puderam participar, de matar saudades e ter uma ideia de como elas aconteceram e viveram este ano.

















FACTOS & FOTOS PARA PARTILHAR

(fotos de Miguel Oliveira)



segunda-feira, 28 de maio de 2012

ANDORES DA FESTA DA SENHORA DA ENCARNAÇÃO, em Vila Mou.

               Dentro de aproximadamente duas horas terá início a Majestosa Procissão em Honra de Nossa Senhora da Encarnação, que constitui o evento mais emblemático e representativo das festas que hoje terminam na vizinha freguesia de Vila Mou. Na nave da Igreja local, estão alinhados os seis andores que vão desfilar no percurso até ao Calvário, a duas dezenas de metros do recinto, transportando igual número de figuras veneradas pelos crentes católicos.

               Esmerados nos diferentes arranjos, lindos e originais, o que mais admiração provoca é, sem dúvida, o da padroeira da festa Nossa Senhor da Encarnação, pela grandeza do tamanho e configuração em forma de barca típica do Rio Lima que, a poucos metros do recinto, ali corre a caminho do mar.

             Recolhidas há pouco e quando já se aprestavam para "dar entrada" as bandas de música Flôr do Mocidade Junqueirense e de Golães de Fafe, aqui vão, um a um, descritos em foto os famosos andores de Vila Mou.

            NOSSA SENHORA DA ENCARNAÇÃO.








SÃO MARTINHO.




SENHOR DOS PASSOS:



SENHORA DAS DORES.



SENHORA DE FÁTIMA.


                  Prevendo-se uma tarde com muito sol, a luz natural que sobre estas obras de arte vai recair não deixará de lhes acrescentar ainda mais beleza e encanto. A não perder.

domingo, 27 de maio de 2012

QUEM NÃO SE LEMBRA DELE?

                                  Rogério Pimenta Agra (1932-2001)

                 O ROGÉRIO AGRA nasceu em 28 de Julho de 1932 e faleceu a 27 de Agosto de 2001. Muitos desconhecerão que a localidade de nascimento é Fontão, tendo vindo residir para Lanheses ainda era uma criança de terra idade. Quando os amigos lhe lembravam que era fontanense, o Rogério avespinhava-se e reagia com ar de quem não gostava que lhe lembrassem essa casualidade para insinuarem que ele não era tanto ou mais lanhesence como os que aqui nasceram. Mas era tudo uma brincadeira de amigos que o Rogério ultrapassava com a maior fleuma e camaradagem que o caracterizavam.

            Aqueles que atingiram a maioridade ainda há pouco tempo não conheceram suficientemente esta figura da sociedade lanhesence para sobre ela poderem ter consolidado e avaliado todo o seu percurso de intervenção e a acção influente que, enquanto cidadão interventivo e muitíssimo empenhado, nela desenvolveu e, muitas vezes, liderou. Se hoje ainda estivesse entre nós, Rogério Agra, andava nos oitenta anos o que restringe substancialmente o número dos ainda vivos que com ele privaram nos últimos cinquenta anos da sua vida.

            Como é sabido entre nós, tive uma relação muito próxima com o Rogério que principiou quando eu andava pelos oito anos e ele nos doze. Tínhamos, como também é amplamente conhecido, uma afinidade e motivações comuns que, naturalmente, muitas vezes ao longo das nossas vidas, partilhámos sobretudo no campo desportivo, como atletas da equipa de futebol local, treinadores e dirigentes, integrando movimentos políticos e órgãos autárquicos algumas vezes com opções distintas, fazendo parte do Grupo Cénico da Casa do Povo, organização de eventos pontuais, e, assumidamente, ambos ostentando na lapela o mesmo distintivo de um clube desportivo. Estou, portanto, numa posição de privilégio para certificar toda a meritória e influente intervenção pública que o Rogério teve ao longo de, pelo menos, cinquenta anos na freguesia de Lanheses, traduzido em actos de solidariedade para com os mais débeis e carenciados, de intervenção cívica e cultural como dirigente e dirigido, de figura influente e acreditada em variadas áreas da administração e da actividade comercial, que o tornaram numa referência singular e respeitada pelas gerações que o conheceram.

            

           

FINAL DA TAÇA DA AF VIANA DO CASTELO.

                 BARCA SÓ FOI AO FUNDO COM AS ÚLTIMAS TAÇAS DE ALVARINHO..

                                     A festa da Taça

Em Lanheses, Estádio 15 de Agosto:

                Ponte da Barca, 2 - DESPORTIVO DE MONÇÃO, 2 (após prolongamento)
                                              (2-4, na marcação de grandes penalidades)

                Decorreu esta tarde em Lanheses a final da Taça da AF Viana do Castelo, disputada entre o Ponte da Barca e o Desportivo de Monção.

                No final dos 90´ o resultado era um empate a uma bola, com o Ponte da Barca a abrir o marcador logo no primeiro minuto de jogo e os raianos a obterem o empate aos 77'.

                No prolongamento de 30´que se seguiu foi o Monção que se adiantou pela primeira vez  no marcador, com um golo obtido aos 14'; porém, a Barca, já a jogar apenas com 10 jogadores, chegou ainda em 2-2 eram decorridos 112´.

                             Desportivo de Monção

Jogaram de início: Tiago, Márcio, Catum, Filipe Vaz, Filipe Teixeira (77´Davide), Choca (Steven, oas 56') Paulo Almeida, Duque, João e Bina (expulso, por acumulação de amarelos, aos 47'). Treinador: Manolo. Suplentes: Mota, Miguel, Steven, Lois, Pedro, Fábio e Davide.


               Seguiu-se a marcação de grandes penalidades, com a Barca a falhar as duas primeiras e a converter quatro por ter falhado a segunda da sua série.

               Os monçanences acabaram por merecer o troféu no cômputo geral da partida, bastante bem jogada por ambas as formações nos 90' onde o equilíbrio foi a nota dominante, tendo ambas as equipas criado e desperdiçado excelentes oportunidades de obter golo, algumas bem flagrantes.

               Não terá sido uma arbitragem aceitável por parte do juiz de campo, embora aquilo que a mim me pareceu mal ajuizado tivesse sido em relação às duas equipas. A expulsão de um  jogador barquense por acumulação de cartões foi, vista de fora, absurda.
                             Ponte da Barca

Alinharam de início: Víctor, Lobo, Paulo Silva (70', Leandro), Ricardo, Helder Feijó, Peixoto, Davide Afonso, Amaral, Freitas (45' Davide), Arnaud e Tachide. Treinador: Zeca Tó. Suplentes. Cesteiro, Leandro, Davide Silva, Paulo Pereira, Davide e Campos.

Marcha do marcador: 0-1, aos 1' por Arnaud. 1-1, aos 77', por Steven; 2-1, aos 14´do prolongamento, ainda por Steven; aos 112', David, faz o 2-2.

               O troféu foi entregue pelo presidente da AFVCastelo, engº Sárrea, cabendo ao antigo árbitro Calheiros a entrega das medalhas a todos os intervenientes no espectáculo.

               Ambas as equipas tiveram nas bancadas claques de apoio e muitos adeptos, com relevância para os que vieram incentivar o campeão da Liga de Honra 2011/2012, o Ponte da Barca.

                                                                    Os árbitros
Luís Peixoto, árbitro. Auxiliares: João Dias e José Rio; 4º árbitro, Nelson Cunha.

                                               Claque do Monção


                                                     Bancada Central

                                           Claque do Ponte da Barca

                                                O último penalti do Monção.

FACTOS & FOTOS PARA PARTILHAR.

                   O Manuel e a Felicidade celebraram as bodas de ouro matrimoniais.


                      O Manuel e a Felicidade (Manuel dos Prazeres Lima e Felicidade Gonçalves Rodrigues, do lugar da Agra) renovaram hoje no decorrer da Eucaristia Dominical celebrada na Igreja Paroquial de Lanheses, as bodas de ouro matrimoniais, tendo presentes os membros da sua família mais próxima constituída pelos dois filhos, José Carlos, que se deslocou propositadamente de França onde há anos está radicado, e, Célia e marido Manuel e quatro netos . A celebração foi presidida pelo pároco Daniel Jorge da Silva Rodrigues, perante uma Assembleia numerosa que, no final do acto litúrgico, saudou o casal com uma calorosa salva de palmas enquanto o Coro Paroquial de jovens entoava uma saudação apropriada ao acto.


               Ao nosso conhecido "Viga", vizinho e amigo de longa data, companheiro na equipa de futebol do Lanheses de outros tempos, e à Felicidade sua dedicada esposa, deixo aqui os votos para que os volte a abraçar na próxima celebração que tiverem.

                    José Carlos e Célia (filhos) e Manuel, genro.
              
                                    Uma das netas lendo uma saudação aos avós.

sábado, 26 de maio de 2012

VILA MOU EM FESTA A LANHESES INTERESSA.

            

             Vai já no quinto dia o PROGRAMA das importantes festas que decorrem na freguesia de Vila Mou, nossa vizinha, que anualmente ali se vêm celebrando desde tempos muito antigos em homenagem a Nossa Senhora da Encarnação, sempre com grande brilho e a maior devoção dos seus habitantes ali residentes, mas, também, dos muitos emigrantes seus naturais dispersos pelas mais diversas partes do mundo.

              Os vilamuences têm por esta festa uma dedicação e um orgulho muito grandes. Para além da sua matriz católica em que radica a sua existência e que traduz a opção religiosa da esmagadora maioria dos habitantes da freguesia, as sucessivas Comissões das Festas esmeram-se na elaboração de um programa cada vez mais variado e capaz de motivar a comparência de muitos forasteiros. Entre as realizações mais destacadas mencionam-se a imponente procissão de segunda feira, os concertos por bandas de grande prestígio nacional, a participação de conjuntos musicais em festivais nocturnos e o fogo de artifício.



               O ARCO FESTIVO é já uma tradição que se vem impondo como um ex-libris não apenas da festa, mas, também, uma referência da região minhota. É um construção artística da autoria de artesãos locais que anualmente é erguida à entrada da Avenida Padre António Palhares, que teve em Manuel da Pedreira um incansável e persistente trabalho de execução e preservação desta preciosidade local, ao longo de muitos e muitos anos atrás.

                Outra razão não menos interessante que vale a pena enunciar aqui por ser uma particularidade exclusiva desta terra, é a oportunidade de degustar num ambiente propício o famoso cabrito "à Vila Mou" e provar um verde tinto "do lavrador", ou até uma bacalhau na brasa servido com batatas cozidas, cebola e regada com bom azeite numa qualquer tenda levantada no recinto.





                Consultar o PROGRAMA e dar um salto até Vila Mou, com excelente acesso rodoviário e sem grande intensidade de trânsito, é um convite que aqui formulo e ninguém irá recusar.

                Aceita?
             

             

VAMOS LÁ AQUECER UM POUQUINHO ESTE FIM DE SEMANA.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

GIGLIOLA CINQUETTI, "Non ho l´età"



      Esta "menina" fez furor num Festival da Canção da Eurovisão, que venceu, realizado em Copenhaga em 1964, tinha então 16 (!) anos.

     Quem se recorda desta "gracinha"?

CONTO SEM PONTO


 Conclusão

               O TESOURO DA MINA DE VOLFRÂMIO 

                                                                                       (Parte dois)

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          Juntaram a ferramenta no Quenhas & Filhos, Ldª e retomaram o caminho de regresso a casa pelo mesmo percurso que os levara até ao sonho.

          Alto lá, não pensem que se desiste assim tão facilmente de uma empreitada que tinha por fim achar uma mina de volfrâmio . No dia seguinte, mal o sol apareceu e a malga de leite com broa de milho cozido no forno de casa já repousava no reconfortado estômago dos dois rapazes, lá voltaram eles ao empreendimento renovados na fé de poder alcançar o objectivo que tinham bem consolidado na vontade e no empenho de a levar até ao sucesso.

          Como previram, a terra no local agora escolhido era bem mais permeável ao bico da picareta e, à vez, escava e limpa, rapa e apruma, pausa para a bucha e endireitar o caniço, a cova lá ia aprofundando e cobria já a cabeça do mais velho dos inexperientes volframistas imberbes. Foi então que, num momento da escavação o bico da picareta não perfurou a terra como até ali e, no impacto com algo mais duro, ouviu-se um som diferente, algo parecido com o que é produzido no contacto de ferro com uma pedra.  Alarmados perante a possibilidade de estar em perante novo malogro após o dispêndio de tanto esforço, foi com algum desalento que o mais velho dos jovens mineiros tentou alargar e aprofundar o lastro do poço aberto.

          A espectativa começou a aumentar quando à primeira rocha encontrada, outras foram aparecendo dispostas como alpondras nos cursos de água a servir de passagem, separadas entre si por uma porção de saibro esbranquiçado e solto. Com algum alvoroço e os batimentos do coração a aumentarem, juntaram rapidamente uma gamela de terra e foram lestos para um pequeno regato que passava nas imediações, pensando ir  encontrar no fundo da meia-lua da malga os reluzentes cristais do famoso mineral que trazia tanta gente transtornada.

          À medida que as lamas eram expelidas e a água cada vez mais limpa, começaram a aparecer umas pedrinhas escuras  que sobravam no fundo. -Eureka!, teriam dito os dois irmãos caso conhecessem a expressão, descobrimos um filão de volfrâmio! 

          Passaram os dois dias seguintes ansiosos, de bico fechado não fosse alguém conhecer-lhes o segredo  e apoderar-se do tesouro, impacientes pela demora do regresso dos pais a quem só a eles desejavam divulgar em  primeira lugar o achamento do filão que tinham descoberto  e  que nem aos restantes membros da família deram a conhecer.

          Quando, finalmente, os viram a surgir na estrada correram na sua direcção e, antes ainda de entrarem em casa, exclamaram ao mesmo tempo, aos saltos diante deles:

            - Descobrimos um filão, na bouça grande!

          Obviamente que os pais dos rapazes sorriram e não levaram logo a sério as palavras que ouviam apesar da convicção e espontaneidade com que eles as pronunciavam. Mas, perante a determinação e insistência dos filhos, o pai prometeu que no dia seguinte iria  inteirar-se  no local da validade da boa nova que tanto os excitara.

          Só na parte de tarde do outro dia é que o pai apesar do cepticismo que votava à novidade que os filhos lhe deram, se decidiu a deslocar-se até ao local indicado pelos seus descendentes.  Lá chegado, após certificar-se da existência de indícios que lhe pareceram  credíveis para poder ser ponderada  a existência naquele local de um filão, resolveu iniciar as diligências apropriadas para que se procedesse à abertura de uma exploração adequada. Contratou alguns mineiros experientes, aprofundou o poço e seguiu o curso do veio do estanho confirmando estar em presença de um rico filão de minério de boa qualidade.

           Durante vários meses, porventura  anos , puderam-se  extrair do fundo da terra centenas de quilos de minério do generoso filão que os dois rapazes descobriram de forma ingénua e absolutamente fortuita protagonizando  uma aventura digna da mais elaborada ficção.

           Um pormenor singular que contribuiu para a improbabilidade de ali existir uma quantidade tão valiosa de volfrâmio é que não foram encontrados naquela propriedade, nem nas imediações, outras bolsas ou veios de minério e a que ali foi explorada tinha reduzido perímetro e seguia até alguns metros de profundidade.

           Pensando melhor, parece haver alguma semelhança com o final da aventura do jovem pastor andaluz  Santiago, descrita no maravilhoso romance saído da  pena invulgar do escritor Paulo Coelho.

Remígio Costa.
Maio/2012.





SOU DA GERAÇÃO DO BASTA!


quinta-feira, 24 de maio de 2012

É A HORA DE HOMENAGEAR QUEM MERECE.


UM NOME PARA O ESTÁDIO DO UDLANHESES

          Tendo sofrido recentemente algumas importantes obras de remodelação e a colocação de um relvado, que lhe conferem um novo e lindo visual, o estádio do União Desportiva de Lanheses (UDL), precisa que lhe seja atribuída uma designação adequada à sua finalidade e, simultaneamente, perpetue o reconhecimento dos seus sócios e simpatizantes a quem tão apaixonada e dedicadamente trabalhou em prol do desporto em Lanheses.

          Quem viveu e acompanhou de perto a vida desportiva, cultural e social dos últimos cinquenta anos do século XX nesta freguesia e se proponha eleger a figura que mais se tivesse salientado na acção e na dedicação às causas a que se entregava, só uma se destaca pela sua participação interventiva fundamental e por tanto tempo como foi ROGÉRIO PIMENTA AGRA. Nenhum outro se lhe pode equiparar.

           Não há qualquer exagero se se afirmar que o futebol em Lanheses andou "às costas" do Rogério Agra na segunda metade do século passado! Ainda muito jovem foi o principal responsável pela compra dos primeiros equipamentos para retomar a prática de futebol em Lanheses, depois do campo dos Seixos. No âmbito da Casa do Povo sob a presidência de Francisco Dias de Carvalho assegurou anos a fio a participação do G.D. Casa do Povo de Lanheses em jogos da antiga F.N.A.T, hoje INATEL. Foi atleta, dirigente, treinador, massagistas, angariador de fundos, encarregado da deslocação de jogadores no seu transporte pessoal, encarregado da propaganda e relações públicas. Contratou equipas e organizou torneios, contactou jogadores para a equipa e treinadores. Nunca os abandonou quando lesionados e moveu os seus conhecimentos junto do Futebol Clube do Porto para eles serem vistos e tratados pelos médicos daquele clube. Defendeu algumas vezes, junto das autoridades, problemas de disciplina de atletas e simpatizantes.

            Participou empenhadamente na construção nos Cutarelos do campo pela Casa do Povo, e, beneficiando de uma grande amizade recíproca com José Fernandes, convenceu este a patrocinar  o levantamento da actual estrutura, a qual, sem a influente e decisiva acção do Rogério Agra jamais ela existiria. José Fernandes foi importante para o UDL, porque existia Rogério Agra.

            Em 1973, foi quem mais se empenhou na filiação do Clube nas estruturas do futebol federado, sendo um dos fundadores do UDL. , continuando a assumir responsabilidades de encargos contraídos com as obras, dirigente, treinador e atleta.

            Para além do futebol o Rogério Agra teve uma grande participação de âmbito cultural. No teatro como actor de dotes raros, ensaiador e responsável pela organização e contactos fora da freguesia.

            Interveio no folclore criando um festival de Inverno, angariando financiadores e subsídios camarários. Foi o principal (único) responsável pela internacionalização do Rancho Folclórico da Casa do Povo, quando fez uma deslocação ao Brasil.

            Exerceu as funções de presidente da Casa do Povo, esteve no executivo por várias vezes na Junta de Freguesia e integrou a Assembleia de Freguesia e Municipal.

            O Rogério foi uma figura proeminente na sociedade em que viveu. A sua maneira alegre e amável de se relacionar com os outros, a sua disponibilidade e bondade inata, incutia nos seus conterrâneos uma sensação de que era um amigo a quem poderiam recorrer num aperto ou numa dificuldade. Era a ele a quem se dirigiam para desbloquear na Câmara um processo de obras, para abonar numa querela, para um internamento hospitalar de urgência, para um transporte de um doente, para ser tratado num problema de saúde num médico amigo e famoso. Quem não o convidava para estar presente numa boda, num baptizado ou num convívio?
             Todas as referências aqui feitas à personalidade e participação na sociedade lanhesences  de Rogério Pimenta Agra estão na memória de muitos que o conhecerem e com ele conviveram. Não se trata de descrever o seu currículo porque aquilo que aqui se aponta é apenas uma incompleta biogarfia de algumas das suas variadas capacidades de liderança e intervenção na sociedade de que fazia parte.

             Lanheses deve-lhe uma homenagem e nenhuma outra será mais justa e apropriada de que dar o nome de Rogério Pimenta Agra ao Estádio do UD Lanheses.

BOM DIA!


quarta-feira, 23 de maio de 2012

ENCONTRO NA SEMENTEIRA. (PARQUE VERDE)


XXII SEMANA CULTURAL DA ESCOLA SECUNDÁRIA.


O FUTEBOL DA NOSSA TERRA - Calendário de jogos.


                     FINAL DA TAÇA DA A.F. VIANA DO CASTELO


CONTO SEM PONTO


O TESOURO DA MINA DE VOLFRÂMIO

                                         (Parte Um)

              Esta, podia ser uma aventura igual às que são próprias dos sonhos ou uma vez na adolescência lemos numa revista da banda desenhada; porém, apesar de já terem decorrido muitos anos sobre o tempo em que ela aconteceu, ainda agora vive quem possa confirmar a veracidade da história que aqui se pretende contar.


Era uma vez…

Não, só as histórias imaginadas começam assim. Esta é verdadeira e, como tal, deve ser contada como se tivesse sido eu um dos protagonistas dos sucessos em  verdade acontecidos. Vou, primeiro, dar a conhecer os heróis , se assim os posso considerar, da aventura que viveram e refazer, tanto quanto a memória mo permitir, o ambiente da época atribulada em que ela se desenrolou e eu a conheci e entendi.

                Era tempo de Verão pleno. Com as actividades lectivas suspensas alargavam-se os dias em que as crianças que não eram obrigadas a trabalhar no campo a ajudar os pais na vida dura da agricultura ou a apascentar o gado pelos prados e montes, ocupavam o seu tempo a executar pequenas tarefas domésticas e a fazer recados e, na maior parte do dia tão longo naquela estação, divertiam-se em brincadeiras na estrada de macadame em frente de casa ou nos largos onde se pudesse correr atrás de um arco, de uma bola de trapos ou no jogo ao pião.

               Nessa altura a febre do negócio da exploração do volfrâmio que endoidou uma grande parte das gentes das aldeias do norte do país, embora tivesse conhecido níveis muito elevados já se tinha em parte diluído passados que estavam alguns anos sobre a capitulação do nazismo hitleriano que pôs fim á hecatombe  da  II Grande Guerra , diminuindo o uso do tungsténio  com a consequente descida de cotação  do preço da matéria prima donde era extraído . A exploração mineira continuava porém bastante activa por estas bandas  e ocupava grande parte da população masculina e feminina na recolha e comércio do minério, em prejuízo dos interesses da agricultura de subsistência que agonizava, abandonada.

               Os dois irmãos heróis desta aventura não tinham mais de catorze anos o menos jovem e pouco mais de doze o benjamim. Naturalmente, que a envolvência no negócio da compra e venda do estanho de  alguns membros da sua família  e as conversas sobre a exploração mineira e todo o subsequente   tratamento processado  nas lavarias, bem como a visualização dos locais e o modo como era extraído da terra, não podiam deixar de estimular e influenciar o espírito de aventura que germinava a todo o vapor no ânimo dos dois jovens.

               Aproveitando uma ausência ocasional dos seus progenitores que tiraram  um curto período de férias para tratamento num estância termal nas Taipas , os dois rapazes decidiram imitar os adultos e, como eles, dedicarem-se à exploração do minério sedutor. E prepararam-se logo para isso, munindo-se dos utensílios e da ferramenta apropriados que tinham disponível em casa para aquele fim: um carrinho de mão recém-construído feito em madeira onde desenharam numa parte lateral o nome de uma imaginária companhia mineira –Quenhas  & Filhos Ldª-, (o Quenhas era alcunha de um “pilha” muito conhecido nessa época pelos seus processos nada ortodoxos de obter o estanho…sem cavar em mina própria), uma picareta, uma pá e uma gamela talhada numa peça de madeira de amieiro que era usada para a lavagem manual da terra que continha as pepitas escuras do minério.  Nos bolsos dos calções pelos joelhos com tiradeiras  (alças)  cruzadas a segurá-los, uns bons nacos de broa de milho (o mais novo sempre andava com os bolsos repletos deles, a parte mais dura), um troço de chouriço picante do fumeiro caseiro  e maçãs quantas neles coubessem.

                Rum, rum, rum, ora um ora outro a pegar nas mangas do transporte, lá seguiram para o monte até um bouça de mato e pinheiros pertencente à família onde tencionavam escavar o buraco e  esperavam achar o tesouro (a saga pode sugerir a odisseia de Santiago, do Alquimista, de Paulo Coelho, mas tem pouco a ver com ela porque o caminho a percorrer era muito mais curto e sem obstáculos a vencer como os que o jovem de Andaluzia teve que enfrentar), localizada no perímetro  onde decorria intensa exploração mas algumas centenas de metros dela afastada  e que  nunca fora  objecto de prospecção mineira.  

              Lá chegados e escolhido o local foi dado início à escavação. Ao fim de pouco tempo e quando nem um palmo de cova tinha sido conseguido abrir, os manos começaram a pensar que a empresa não seria coisa fácil se continuassem a tentar furar a piçarra da cor e consistência do ferro que se lhes deparou uns centímetros abaixo do mato e da carqueja. Abandonaram a parte alta onde começaram a exploração e desceram para o centro da bouça onde a estrutura terráquea parecia mais acessível ao bico da picareta e proporcional à força dos pouco calejados escavadores. A tarde já ia diminuindo quando a vontade de regressar era já um apelo difícil de não ouvir e o ar dos pinheiros embora saudável ocupava já boa parte  da bolsa do estômago. Juntaram a ferramenta no Quenhas & Filhos, Ldª e retomaram o caminho de regresso a casa pelo mesmo percurso que os levar até ao sonho.

                                                                                      (Continua)