sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O VIANENSE RUI NETO, LIDERA A SELECÇÃO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS, NA ARGENTINA.

           
Rui Neto apresentado como seleccionador 
                           RUI NETO, coordenador técnico da secção de hóquei em patins da Escola Desportiva de Viana (EDV) é vianense, sendo o actual responsável pela selecção nacional que se encontra em San Juan, na Argentina, a disputar o 16º Campeonato do Mundo.
                           Luís Viana, o oquista natural de Viana do Castelo que já representou a Juventude de Viana e actualmente joga no no clube lisboeta SL Benfica, é um dos jogadores que integra a selecção das quinas e dos que mais se tem destacado, até agora. Também, o conhecido Didi da A. Juventude Vianense que já representou o Futebol Clube do Porto, está em San Juan mas integrado na selecção brasileira.
                           Portugal, depois de ter derrotado com goleadas, sucessivamente, Angola, Moçambique e Estados Unidos, e, no último jogo, a França, defronta, hoje, (TV2) a Argentina e, no caso de vitória, será um dos semi-finalistas da prova.
                           Relembre-se que os portugueses só por uma vez foram campeões do mundo a jogar fora do país, prova que venceu pela última vez em 2003, em Oliveira de Azeméis.
(in a "Aurora do Lima")

ATLÂNTICOLINE NEGA TRABALHO AOS E.N.V.C..

             O bi-semanário vianense "A AURORA DO LIMA", insere na sua edição de hoje, dia 30, sexta-feira, um artigo sobre a negação dada pela empresa de capitais públicos dos Açores, a Atlânticoline, à candidatura dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) ao concurso aberto pela referida empresa para a construção de dois ferries para assegurar o transporte no arquipélago entre as ilhas Pico, Faial e S. Jorge.

              Porque o assunto é de relevante interesse para a  nosso concelho, da região do Minho e do país, aqui fica o fac-simile  fotográfico do artigo publicado.

               (Clicar sobre o texto para ampliar)


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DOLETHES TEM DOIS ANOS!




                DOLETHES entra, hoje, no 3º ano de vida mas quem merece os parabéns são os autores das mais de 94 500 visualizações de 927 mensagens publicadas desde 28.09.2009, com uma média diária de cerca de 390 cliks, visionadas em 57 países diferentes.


                Não tendo sido elevadas as ambições que levaram à criação deste espaço de comunicação e notícia, aliás nem ambições de nenhuma espécie então me motivaram, fui-me apercebendo de que, afinal, algum préstimo poderia obter do nascimento do blogue se a sua expansão chegasse aos meus compatriotas da diáspora, levando até eles um pouco da terra natal de que se encontram afastados mas nunca esqueceram.

                No Brasil, são 1437, em França 1198, nos Estados Unidos, 270, no Canadá, 187, no Reino Unido, 121, em Angola, Suíça, Luxemburgo, Venezuela, Austrália, enfim, paulatinamente engrossa o caudal dos que me privilegiam assiduamente com a sua visita. 

                 Muito obrigado.

               

               

terça-feira, 27 de setembro de 2011

QUE É ISTO? OS AÇORES JÁ NÃO É PORTUGAL?


          Hugo Chávez e Sócrates visitam Estaleiros de Viana do Castelo
  Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

             A empresa governamental açoreana Atlânticoline inviabilizou a que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) pudesse concorrer ao concurso para a construção de duas embarcações destinadas aos transportes de passageiros, entre três ilhas da Região Atónoma dos Açores, Pico, Faial e Corvo, segundo vem hoje noticiado no Jornal de Notícias (JN).

             A notícia colheu de surpresa o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, o qual reagiu de imediato declarando-se surpreendido com aquela decisão, tendo reunido com os trabalhadores para levar ao Governo um pedido de esclarecimento e de protesto pelo afastamento do maior construtor naval do país do concurso.

             "Não é só na Madeira que acontecem situações anómalas", considerou no final da reunião o edil vianense "garantindo, agora, que vai pedir a intervenção do Governo para que avalie o concurso". "Todas as empresas deveriam privilegiar os construtores portugueses", afirmou, considerando "discricionária" a decisão da Atlanticoline, empresa pública dos Açores.

              Está, ainda, na memória de todos a rejeição por parte do presidente da Região Autónoma dos Açores, Carlos César, do navio Atlântida, sob o pretexto de que não foram cumpridas as cláusulas da sua execução relativamènte à velocidade acordada, que o navio não conseguiu satisfazer nos testes a que se submeteu, por escassa margem. Não tendo sido até agora encontrado comprador para a magnífica embarcação, os custos da sua manutenção somados às despesas ocorridas com a sua construção nos ENVC, ascendem já a muitos milhões de euros. E não se vê fim a mais este sugadouro dos dinheiros públicos.




             Será, assim, altura de questionar se vale a pena continur a adquirir, a preços mais altos, o leite dos Azores e os seus excelentes derivados, ou os ananases e bananas da Madeira, em solidariedade com os portugueses das ilhas atlânticas, ou, ajudamos a agricultura dos nossos parceiros europeus que, embora a juros escandalosos, ainda nos vão emprestando os fundos com que lhes pagamos os déficites  e os barcos que vão construir no estrangeiro.

O FUTEBOL DA NOSSA TERRA.



                                                                         
         
                             ACTIVIDADE DESPORTIVA DO UDL PARA ESTE FIM DE SEMANA.
                                                                                 FUTEBOL

JUNIORES
Sábado, 1 de Setembro - 15.00H - Campo Barão S. Fernando - Deocriste

U.D.LANHESES * S.Cl. Valenciano

JUVENIS
Domingo, 2 de Setembro - 10.00H - Campo Barão S. Fernando - Deocriste

U.D.LANHESES * Vila Fria 1980
SENIORES
1ª Jornada - Divisão de Honra/ Caixa Agrícola

Domingo, 2 de Setembro - 15.00H - Campo Barão S. Fernando - Deocriste

U.D. LANHESES * Vila Franca
 
INICIADOS


Domingo, 2 de Setembro - 10.00H - Campo da Tomada - Moreira - Monção

U.D. Moreira * U.D.LANHESES 
       
                                          

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ADIADO O JULGAMENTO DO ASSASSINATO DA MARIA DO LUCAS.

            O Jornal de Notícias (JN) de hoje, publica uma notícia que dá conta do adiamento do julgamento do caso de homicídio praticado a 29 de Dezembro do ano findo, na pessoa de Maria "do Lucas", que residia no lugar da Corredoura,  para o próximo dia 16 daquele mesmo mês, satisfazendo um requerimento da defesa que pretende obter uma avaliação psiquiátrica do suspeito.



             Transcreve-se, com a devida vénia, o teor da referida notícia.

             "O Tribunal de Viana do Castelo adiou, para o próximo dia 16 de Dezembro, o julgamento de um indivíduo acusado de ter de ter assassinado à paulada uma mulher de 70 anos, em Lanheses, daquele concelho, a 29 de Dezembro passado. O suspeito, que se encontra detido, é, também, acusado da prática de outros crimes ocorridos naquela localidade. Na origem do adiamento, está um  pedido feito pela defesa, com vista à avaliação psiquiátrica do arguido, actualmente com 42 anos. De acordo com o acusação, o indivíduo  entrou na casa da idosa, a quem há meses supostamente  extorquia dinheiro, com o intuito de "lhe tirar a vida", tendo, mesmo, afirmado à saída de um café da localidade,  que "ia matar alguém". Assim, após ter arrombado a porta de entrada, terá agredido a septuagenária com um cabo de vassoura, primeiro, e, depois, com uma barra de ferro. Como via que a vítima ainda reagia, "apertou-lhe o pescoço com grande intensidade até lhe tirar a vida". A acusação refere, ainda, que o arguido terá violado a idosa depois de se assegurar que esta já  não respirava "nem se mexia". Apercebendo-se da aproximação de pessoas pôs-se, então, em fuga. A idosa viria a ser encontrada pela GNR, nua da cintura para baixo, e com a cabeça envolta numa enorme poça de sangue. Horas depois, o indivíduo foi detido num acampamento cigano situado a escassa distância da casa da idosa, tendo, então, confessado a autoria do crime. É acusado de um crime qualificado, um crime de violação e um crime de profanação de cadáver.
           O suspeito, casado e com dois filhos, teria antecedentes criminais por roubos e furtos, e, é ainda acusado de ofensa à integridade física qualificada pelo esfaqueamento de um transeunte nas imediações de uma caixa multibanco de Lanheses (em Outubro do ano passado) assim com de um crime de resistência e coação e outro de ameaça" (sic)

sábado, 24 de setembro de 2011

JUVENTUDE VILA MOUENSE FAZ 20 ANOS.

         

                  A Associação Juventude Vila Mouense (AJVM), vocacionada para o Desporto, Cultura e Recreio, está a celebrar, hoje, o seu 20º aniversário com um programa variado de actividades que abrangem aspectos fulcrais dos fins e objectivos para que a associação foi criada.

             É seu actual Presidente da Direcção o jovem Isael Rebouço.

            Esta noite, nas instalações da Junta de Freguesia onde funciona  a sede, decorre a passagem de um filme a que foi dado o nome de "A DESFOLHADA", que retrata uma das actividades da lavoura mais significativa de Vila Mou que é a cultura do milho. No mesmo local, está instalada uma Exposição Fotográfica, com fotografias relativas às actividades a que a Associação se vem dedicando.
       
           

            Entre as actividades que decorrem neste momento no Largo do Arco Festivo, há exibições de Hip Hop, actuação do Grupo de Cavaquinhos ADD, Dança do Ventre e, cerca das 23h, exibir-se-à a Tuna Académica do I.P.V.C - Hinoportuna.

            Para encerrar com chave de ouro este aniversário vai seguir-se pelas 00,30h, um concerto a cargo da Banda Lima Rock's..

            O evento está a ser muito participado, não somente pelos jovens vila mouenses mas também por pessoas de todas as idades, os quais, apesar da chuva miudinha que apareceu ao princípio da noite não parecem afectados com o contratempo e, ao mesmo tempo que se divertem, vão saboreando as deliciosas febras do porco que assa no braseiro.

            Está, pois, de parabéns, a radiosa juventude vila mouense e a sua prestimosa Associação.



          

"AS VOLTAS QUE O LINHO DÁ"

            Em São Salvador da Torre, uma das freguesias parceira na construção da Obra Social que esta a ser edificada em Lanheses, está a decorrer, hoje,  a 1ª FESTA DO LINHO, numa iniciativa conjunta das duas freguesias, com vista à angariação de fundos e estimular o envolvimento no projecto da população a quem se destina.

            No recinto fronteiro à vetusta igreja da freguesia da Torre está em curso uma feira rural, decorrendo no recinto vários números do programa, designadamente a actuação do coro dos "Amigos do Centro Social  Riba Lima", bem como uma demonstração de várias fases da preparação do linho segundo os processos tradicionais e com os artefactos então usados, a cargo de pessoas que o trabalharam e se vestiram de acordo com os trajes nesse tempo usado.

           Na sede da Junta de Freguesia está montada uma exposição que aborda a antiga actividade da cultura e tratamento do linho, consignada ao tema "As Voltas Que o Linho Dá", onde estão expostas as variadíssimas  alfaias utilizadas pelos cultivadores, bem como exemplares das transformações que a planta sofre no decorrer do seu tratamento, bem como algumas peças já concluídas. Simultaneamente, está a ser passado um filme de cerca de 30' , no qual são interpretadas algumas cenas protagonizadas por senhoras que trabalharam nesta actividade há décadas atrás, filmadas em locais escolhidos e usando as mesmas os trajes próprios da época e cantando canções alusivas àquele trabalho.



          Como últimos números desta 1ª Feira do Linho, vão ocorrer dentro em pouco um sarrabulho regional para mais de duas centenas de pessoas e um concerto de concertinas a cargo de intérpretes populares.



          

                                              "Os Amigos do Centro Riba Lima"

O belo (e mui antigo) templo da Igreja de São Salvador da Torre.








sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O "MARTÍRIO" DO LINHO, PARTE DOIS.





            Terminada a fase da preparação do linho desde a sementeira até se obter a estriga, é chegado o momento de se iniciar o processo que conduz à obtenção das peças do pano tão rico e estimado.

       
                Começa-se, então, por fiar a estriga dourada e, para esse efeito são necessários a roca e o fuso; e, também, muito treino e destreza no manejo da roca que roda entre os dedos polegar, indicador e anelar, puxando o fio da estriga colocada no topo da roca. A roca é feita de rabo e chuço, de madeira, às vezes trabalhada, encimada por uma cornija em osso ou marfim onde se prendia uma correia fina e, na ponta, um pequeno osso trabalhado, em bico, o espicho, que servia para segurar a estriga espetando-o na última volta da correia ali colocada. O fuso, de madeira confeccionada e encimado na ponta por um ferrete metálico estriado para torcer o fio, no seu movimento rotativo enrolava o fio na base do fuso, ligeiramente mais grossa para dar balanço do movimento. Consoante a qualidade do linho e a arte da fiandeira, o fio formava-se mais grosso ou mais fino, por acção dos dedos molhados na saliva no fio que se formava a partir da ponta da roca.


          
               A fase seguinte é a do ensarilhar que consiste em passar para o sarilho 6 ou 7 maçarocas para fazer uma meada. O sarilho difere da dobadoura porque os seus quatro braços em cruz, tendo na ponta de cada um deles um bocado de madeira redondo para segurar o fio, estão colocados na vertical.

             Passa-se, de seguida, à cozedura em potes de ferro fundido em tripé onde eram colocadas as meadas, cobertas de água e com sabão rosa adicionado e cinza das lareiras e remexido de tempos a tempos até que ficassem todas por igual, numa barrela de cinza e sabão. Finda a cozedura, seguiam para o rio onde eram batidas em pedra de lavadouro onde perdiam as últimas arestas e se tornavam mais macias. Seguidamente, eram postas a corar sobre a relva, bem expostas ao sol durante várias horas e, logo depois de bem coradas, sujeitavam-nas a nova lavagem e esfrega, saindo daí o linho branco ou fosco. Por último, eram pendurados em varas bem esticadas e os fios cuidadosamente separados.






            Vamos agora dobar, que consiste em fazer das meadas novelos, introduzindo-as nos braços da dobadoura e, tomando a ponta do fio da meada, a alfaia vai rodando e desenrolando o fio que vai formar o novelo até atingir um tamanho de uma laranja normal..

            Estamos a chegar ao fim desta saga fantástica que é a do linho e, por isso, é tempo de encher canelas, uma pequena secção de cana a que se dá o nome de canela e são feitas pelo caneleiro, a qual, depois de receber o fio é colocada na lançadeira.

             É o momento de chegar ao tear onde a lançadeira, passando pelo meio da cruz formada no ordume através das premedeiras accionados com os pés da tecedeira, da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, tric-trac, tric-trac-tric-trac, fio a fio nasce o pano final.


            Esta é uma história da vida atribulada de um bem da natureza que o homem  aprendeu a aproveitar ao longo de séculos e séculos. Não é um estudo rigoroso, muito longe disso, mas regista o cultivo desta espécie herbácea , que foi prática corrente da lavoura de subsistência desta região, recolhida junto daqueles que conheceram na prática o processo da sua cultura e da sua transformação em peças lindíssimas de alto valor, por eles fabricadas e que ainda preservam com muito amor e desvelo.

         
                  Um trabalho mais elaborado teria abordado outros aspectos ligados ao ciclo incrível da transformação do linho até chegar ao tear, como o dos serões familiares onde se fiava à luz da candeia, os enxovais preparados para o casamento, as suas aplicações aos actos litúrgicos, os namoros e as estórias que se criavam à volta do trabalho das mais jovens, as variadíssimas alfaias usadas e a criatividade dos seus construtores, os cantares alusivos e os casamentos em dosseis de linho. Porém, o alcance desta abordagem singela e quiçá incompleta, cinge-se ao objectivo de falar do tema central da 1ª FEIRA DO LINHO que vai decorrer em São Salvador da Torre, já no próximo sábado, dia 24. Neste evento, que decorre do projecto de angariação de fundos para ajudar a custear o Centro Social e Paroquial Riba Lima, vai ser exibido um filme sobre a actividade aqui tratada, interpretado por pessoas que trabalharam na cultura e tratamento do linho há décadas atrás, vestindo as mesmas roupas e usando as mesmas alfaias de então e registadas nos cenários naturais onde era exercida.

             
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                   Ressalvo uma vez mais, que muitos dos dados aqui mencionados foram colhidos de um trabalho de pesquisa e de experiência pessoal  da senhora Dª Conceição Mendes, da freguesia vizinha de Vila Mou, que mantive na sua grande parte como consta do texto que me cedeu, louvando o mérito do seu trabalho e os pormenores com que o executou.




                                                                            FIM

       

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O "MARTÍRIO" DO LINHO. PARTE UM.

         
           Para ser exibido no próximo sábado, dia 24, na 1ª Feira do Linho que vai decorrer na freguesia vizinha de São Salvador da Torre nas imediações da sede da Junta de Freguesia e Igreja local, conforme o programa aqui divulgado anteriormente,  está a decorrer em registo de vídeo, a reconstituição de todas as fases da cultura do linho desde a semente até à confecção do tecido que dele deriva.

            O trabalho é realizado pela Drª Joana Barros que superintende nas actividades de ocupação dos tempos livres e de lazer dos idosos previsto no programa das actividades da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo como colaboradora a Drª Catarina Vale.


            A fim de conferir a maior autenticidade e rigor na reconstituição histórica de uma actividade praticamente extinta neste meio há cerca de sessenta anos, houve a preocupação de seleccionar pessoas que trabalharam na cultura do linho, nas diversas fases do seu tratamento até se transformar no novelo de fio e chegar ao tear onde se criavam os panos do maravilhoso tecido.

            Juntas as roupas próprias da época e os variados utensílios e instrumentos adequados, as antigas lavradeiras revisitaram o passado em cenários naturais, volteando a terra com o sulco do arado e alisando os terrenos com os dentes da grade, lançando à terra a semente, recolhendo o esguio caule em molhos cuidadosamente sobrepostos atrás de pessoa que o recolhe, sendo depois transportado em carro de bois para ser ripado e separar a semente da planta numa prancha de madeira a que se chamava ripa ou ripe com cortes na vertical formando os dentes da ripe colocada entre a roda e o madeiro do carro ou "chadeiro do carro", onde era batido com força para separar a baganha da planta.

           Na  fase seguinte formavam-se molhos e de novo no carro de bois seguia para o Rio Lima, onde ficava submerso durante dez dias coberto com areia e pedras, para fazer o enlagar. Findo este trabalho, volta no carro para ser corado ou secar, cuidadosamente estendido ao sol por um período de duas semanas para ficar macio suficientemente macio e possibilitar a separação da parte dura da mole. Era, seguidamente malhado, depois de ter sido alinhado em carreiros com o fim de o tornar quebradiço e tanto quanto possível, macio.

           A fase seguinte era a do "martírio" pois era sujeito ao esmagamento numa espécie de tambor de madeira movido por acção da água, onde era introduzido em manadas sucessivas pelo operador do engenho que, chegado o momento certo, o retirava e já totalmente desfiado e prensado formando mantas de fibra branca cheias de arestas. Usava-se chamar a este fase "fazer o linho".

          As mantas eram depois penduradas e desfeitas em pequenas porções que se designavam por manadas que erasm acomodadas em cestos de verga para serem espadeladas. Para isso, usava-se o cortiço e uma espadela. O primeiro era uma peça de cerca de um metro de altura da casca do sobreiro, fechada em  forma cilíndrica e a espadela uma peça de madeira de com a forma de um triângulo hexagonal, com uma abertura na parte mais estreita em forma de asa para melhor se manejar. A parte inferior era feita em forma de lâmina afiada com um vidro tão cortante como o cutelo dum magarefe.

          A fase seguinte era a espadelada, que se compunha de três fases:; esbouçar, para se extrair a parte mais grosseira da manada, os tumentos bardascos, que iam caindo com o bater ritmado da espadela, resultando desta fase o linho limpo e os tumentos de acolher. Curiosa a definição de "recolher" que compreendia a junção de várias manadas numa só até determinada medida a caber numa mão, que, com 24 porções completavam um afuzal de fibra branca e sedosa e, depois, atado em feixes.

          Está ainda longe de terminar a saga turbulenta e canseirosa do linho que prossegue, agora, com o pentear que consiste em fazer passa entre os dentes afiados de um pente a manda e, o que neles ficava preso faziam-se os manelos em pequenos rolos feitas da estopa assim extraída. O pente era formado por um pedaço de madeira com um número indeterminado de pregos com o bico virado para cima exigindo muita perícia para não deixar que os dedos fossem atingidos no movimento do pentear. Para se apurar mas as fibras longas do linho era necessário arrestelar. Era de uso habitual o restelo, um rectângulo de madeira com pregos de tamanho médio onde era passado o linho para obter melhor qualidade.





          A parte final desta fase era o assedar, quando o linho ficava limpo de qualquer impureza e se faziam as estrigas lindas e douradas sendo a partir delas que se obtinham as mais belas peças nas teias (ou baral).
   
          Era comum ainda usar-se o sedeiro, um utensílio semelhante ao restelo mas com mais e mais juntos pregos e de menor tamanho.


(CONTINUA)

(Nota do autor: elementos colhidos do trabalho da Dª Conceição, de Vila Mou, que integra o grupo dos idosos que participa no Programa acima referido)


         





        

        

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O FUTEBOL DA NOSSA TERRA.

             

                                     TAÇA DE HONRA DA AFVC RAMIRO MARQUES.

              1ª Eliminatória.

                          EM DEOCRISTE, Campo Barão S. Fernando, 17.09.2011, pelas 17 h.

                                       UD LANHESES, 0 - Moreira do Lima, 1

              A jogar temporariamente em Deocriste enquanto decorrerem as obras de colocação do tapete sintético e o sistema de iluminação no Estádio 15 de Agosto, o UD Lanheses foi afastado da Taça de Honra da AFVC Ramiro Marques, logo na 1ª eliminatória, pela equipa de Moreira do Lima, pelo resultado de 0-1.

              Os lanhesenses tiveram dificuldades em adaptar-se ao piso irregular que o campo de Deocriste apresenta neste momento e acusou alguma descoordenação própria de um jogo de início de época.

            
              Estima-se o regresso aos jogos no Estádio de Lanheses até ao final do próximo mês.