domingo, 31 de julho de 2011

A PONTE QUASE PRONTA.

                                               A ponte vista de Lanheses


           Vão passadas já cerca de três semanas sobre sobre a conclusão da colocação da estrutura que há-de receber o tabuleiro da nova ponte na foz do Regato da Silvareira, entre Fontão e Lanheses, aqui perto do sítio dos Seixos, que ficará a ligar a ecovia da margem direita que vem de Ponte de Lima e deverá ter continuação pela nossa freguesia, até Viana do Castelo.

                                                     Do lado de Fontão

           A obra decorre por iniciativa e a cargo da Câmara Municipal de Ponte de Lima, envolvendo um investimento de mais de dois milhões de euros, com a comparticipação de fundos europeus que ultrapassam 1 milhão e 518 mil euros.

           Sobre quatro pilares de cimento assenta uma estrutura em aço pronta a receber o piso que falta para que possa ter condições de ser utilizada por veículos pesados. A utilidade da sua existência estende-se, também, aos marchantes e cicloturistas que podem deixar de utilizar a estrada municipal 202 para o exercício das suas actividades de lazer e desporto.

                                Painel de construção da obra (lado de Fontão)

                         Terraplanagem e calcetamento do acesso por fazer.

DEPOIS DA (GRANDE) FESTA.

                                        Na Papagaio...
     O ambiente do Centro Cívico de Lanheses (Largo Capitão Gaspar de Castro-Benemérito) neste domingo pós-festa do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, a esta hora do dia, não tem nada de semelhante com o que foi há oito dias atrás quando por ali decorreu a Grande Procissão das Festas em Honra do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades. Acabei de fazer algumas fotografias que aproximam da realidade o que se possa imaginar da tranquilidade reinante no espaço mais frequentado da freguesia.

                                               Na Arezes....

             Apesar de muitos dos nossos conterrâneos que exercem a sua actividade fora do país, designadamente em França, já terem chegado para gozar um repousante período de curtas férias, a esta hora do dia a sua presença não é notada. A temperatura de verão que se faz sentir, amenizada por um vento moderado, convida a procurar zonas de sombra e praia e só lá para o princípio da noite procurarão as esplanadas para o café ou a cerveja fresca retemperadora. A esta hora será mais natural que se espraiem nas margens do Lima ou gozem das sombras frondosas do Parque Verde, sempre renovado e aumentado. Não me atrevi a lá ir para não perturbar o ambiente repousante que, certamente, muito desejaram.

                                           Aqui é a Teresa..

                                            Logo abaixo o Berto e o Barril...

            Numa rápida olhadela pelos cafés mais procurados da Feira, do lado nascente, a Churrasqueira Papagaio, ainda novinha em folha, acaba de receber debaixo dos seus guarda-sóis um grupo de clientes; acima, a Confeitaria Arezes, tem um grupo maior mas, ainda assim, chegam os dedos das mãos para os contar; apontei a câmara para os lados da esplanada do Restaurante Teresa e do Café do Berto, com o Barril ali ao lado que, talvez por ser hora de maior exposição solar, os clientes estão refugiados no interior. Vou até ao fim da placa e, no último banco de pedra, estão alguns membros da família Zé Fires e aproveito para trocar com eles alguns palavras de circunstância (temos a conversa em dia porque nos vemos habitualmente noutras "andanças"), acabando com uma foto do Tasco do Neu onde, habitualmente, se vêem nesta época muitas famílias "en vacanses". Ah!., e reparei nas cegonhas-brancas em cima do ninho (o sr. Lima e Dona Lala?) que já ali não via há bastante tempo mas que, desde ontem, têm estado de visita ao ,lar onde criaram os seus SETE filhotes (três no ano transacto e quatro no presente.


                                            Um para três (tudo reformados)

                                             ...aqui o Neu.

            Enfim, não é mau de todo viver num local onde só esporadicamente um automóvel que passa na estrada rompe o silêncio quase sepulcral dos cemitérios onde não estejam os vivos...

            Passem bem, Desfrutem.
                                                           As cegonhas-brancas, observam.

O AVANÇO DAS OBRAS DO CENTRO SOCIAL.

                                             Lado sul-poente


    Encontra-se praticamente concluída a estrutura do complexo do Centro Social Riba Lima, o que permite formular uma ideia do que virá a ser este fantástico projecto na sua versão final. O seu enquadramento e a volumetria do edifício onde virão a funcionar a Creche, Centro Social e de Dia e o Apoio Domiciliário, surpreendem mesmo os mais cépticos e dão razão aos que acreditam que o sonho se irá concretizar.
  
                                            Lado nascente-norte

            Apesar do ritmo acelerado do crescimento do "esqueleto", de que muitos não esperariam acontecesse em tão curto espaço de tempo, não deve criar-se a ilusão de que pouco mais haverá a fazer. Bem pelo contrário, porque, apesar do esforço e enorme compreensão, sobretudo por parte dos lanhesenses, evidenciado até ao momento os trabalhos podem ser suspensos a qualquer momento se as comparticipações oficiais previstas não chegarem em tempo oportuno. Atente-se que, tendo sido já aprovada uma dotação estatal para a Creche no montante de cerca de 230 000€, nem um cêntimo daquela verba chegou até este momento à administração do Centro Social, pelo que os pagamentos entretanto efectivados ao executor da obra resultam de empréstimos contraídos e das comparticipações voluntárias das pessoas da freguesia.

                                                    Lado sul (parcial)

             Pelo que nos informaram estão previstas acções nas freguesias que integram o projecto /Vila Mou, São Salvador da Torre, bem como Meixedo), com vista a estimular as populações interessadas no projecto a entrarem de alma e coração nos objectivos e alcance da Obra.

                                                   Lado nascente (parcial)

                                                             Do lado nascente

JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS OS VÍDEOS DA FESTA DO SENHOR DAS NECESSIDADES.

         
              Já se encontram disponíveis no post "AS FESTAS DO SENHOR DO CRUZEIRO E DAS NECESSIDADES EM FOTOS E VÍDEO", aqui publicado no dia 24 último, bem como no YouTube, os vídeos obtidos na apresentação das Bandas de Música e Cortejo de Tabuleiros, os quais não estavam acessíveis por razões de ordem técnica hoje ultrapassadas. 
     
              

sábado, 30 de julho de 2011

ACIDENTE TRÁGICO INSÓLITO.

             A senhora cuja fotografia publicámos e ontem faleceu em consequência de um incrível acidente com o seu automóvel não é natural desta freguesia mas era vista com muita frequência no Largo Capitão Gaspar de Castro, onde vinha prover-se de géneros e utilizar os correios, pelo que tinha criado laços de relacionamento e contactos com muitas pessoas desta localidade e granjeado entre elas a maior estima e consideração.

          
             Esta senhora residia na margem esquerda e tinha ligações a um restaurante existente à saída da ponte de Lanheses (Europa), tendo sido vítima de um insólito acidente quando procurava ligar a chave de ignição do seu autómovel, em circunstâncias não muito explícitas publicadas em reportagem do Jornal de Notícias (JN) de hoje, acabando por ter ficado sob ele de tal forma que lhe terá causado a morte ocorrida depois de ter comparecido para exames no hospital de Viana do Castelo.

             Conheci esta senhora há anos atrás, quando vinha comprar diariamente jornais na Papelaria Satélite, pelo que me tocou de modo especial a notícia do seu desaparecimento abrupto, para além do mais em consequência de um tão insólito como estúpido acidente e quando poderia viver ainda muitos anos, desejando deste modo prestar homenagem a uma pessoa que gostava de Lanheses e irradiava simpatia e afabilidade nas relações que aqui estabelecia.

             À família de Dona MARIA LEONOR, endereço os meus sentimentos de muito pesar por tão infausto acontecimento..

FADO, NA AJUDA AO CENTRO SOCIAL RIBA LIMA.



                              Vista parcial dos participantes presentes no jantar
              O JANTAR que ontem à noite decorreu no salão do Casa do Povo de Lanheses, que incluía uma sessão de fado, constituía mais uma acção da campanha de angariação de fundos para ajudar nas despesas com a construção do Centro Social Riba Lima e não para as actividades daquela instituição como tínhamos referido anteriormente, conforme informação prestada pelo seu presidente dr. Manuel Loureiro,  no encerramento deste evento.

                                                                    "FLOR"

             O espaço renovado onde decorreu o jantar estava completamente lotado com mais de cento e cinquenta participantes os quais, apurado que foi o remanescente das despesas obrigatórias, contribuíram com mais algumas centenas de euros a favor do Centro, valor entregue de imediato ao primeiro promotor do empreendimento da Obra, padre Daniel Silva, acrescido com donativos de alguns dos presentes que foram estimulados a contribuir pelo anfitrião dr. Manuel Loureiro.


                             Em cima: "Flor" 


                                                                 Em baixo: Rui Cunha

                                 Rui Cunha e Carlos, conterrâneos e amigos


             Como estava anunciado o jantar foi animado com uma sessão de fados, a cargo da fadista "Flor" (Maria do Céu), natural dos Arcos de Valdevez e de Rui Cunha, de Viana do Castelo, os quais foram acompanhados nas suas actuações por intérpretes de guitarra portuguesa e viola, explorando um reportório variado de fados e canções muito populares onde colaborou, em algumas delas, o público presente agradado pela simpatia e vozes dos populares artistas.

                                                         Dr. Manuel Loureiro

             Associando os 75 anos da criação da prestimosa associação criada em 1936 e que tão relevantes serviços vem prestando não apenas a Lanheses mas também às populações circundantes, Manuel Loureiro e a sua direcção surpreenderam o autor deste blogue, que também participava no evento com parte da sua família, com a divulgação pública de estar a celebrar, neste dia, o meu aniversário natalício e  igual  idade, proferindo algumas palavras de muita simpatia para com a minha pessoa, que muito me sensibilizaram mas que atribuo às relações de mútua amizade e consideração recíproca que vimos mantendo ao longo dos anos. À sua esposa Soledade e ao Marsal Pereira, presidente da Assembleia Geral, agradeço a extrema simpatia com que sempre me obsequiaram e, a todos os presentes no convívio, os parabéns que recebi.

                             Marsal Pereira, eu próprio e Manuel Loureiro

sexta-feira, 29 de julho de 2011

HOJE, É TUDO POR MINHA CONTA!



              Gostaram? Divertiram-se? Sim? Então, voltem a trás e repitam: uma, duas, três, as vezes que quiserem, até cansar. Quero ver felizes todos os meus amigos que hoje por cá passarem e, os que o intentaram mas não puderam, da mesma forma.

               É o meu dia: estão por minha conta, guardados no meu coração.

              PS. Oferta especial para as jovens senhoras da minha geração: uma  flor e um poema de Eugénio da Andrade. Com o máximo respeito, como diria "o outro".

 




(Eugénio da Andrade)

 


Essa mulher, a doce melancolia
dos seus ombros, canta.
O rumor
da sua voz entra-me pelo sono,
é muito antigo.
Traz o cheiro acidulado
da minha infância chapinhada ao sol.
O corpo leve quase de vidro.
                           
                   

quinta-feira, 28 de julho de 2011

FALECIMENTO.



           GASPAR ALVES DA SILVA, de 68 anos de idade, natural desta freguesia faleceu, na última semana, em França onde estava há muitos anos emigrado. Era vulgarmente tratado por "Quinta-Nova", uma família bem conhecida no nosso meio.

           O funeral está marcado para hoje, quinta-feira, dia 28, saindo o cortejo fúnebre da Capela Mortuária de Nossa Senhor da Esperança, onde se encontra exposto, pelas 19h, para a Igreja Paroquial onde, após celebração de missa de corpo presente, irá a sepultar no cemitério paroquial.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A AUTENTICIDADE DOS SIMPLES.

     
            MANUEL ALVES PEREIRA, é natural desta freguesia mas reside fora há já fartos anos. Tal como muitos do seu tempo, que é o do período que sucede à II Grande Guerra mundial, Manuel Pereira escolheu a única alternativa da juventude do seu tempo e imigrou para a dita capital do Império, o eldorado dos  muitos inconformados com o futuro que lhes estaria reservado se por cá permanecessem. Condicionado pelas raízes que, entretanto,  por lá criou, só esporadicamente vinha de visita à sua terra de nascimento para curar das saudades que nunca deixou de ter e aproveitar para tratar de um ou outro assunto que requeria a sua presença.
             Há alguns anos a esta parte apercebia-me da sua chegada sobretudo nesta época estival e, mesmo não se tendo proporcionado um relacionamento que seria natural, dei conta da sua presença em locais diversos da freguesia. numa atitude que denunciava um interesse iniludível de conhecer a evolução da sua terra natal e as diferenças entre a antiga e a nova aldeia, com o objectivo de identificar o sentimento e as aspirações dos seus conterrâneos aqui residentes.

             Um dia destes fui surpreendido por um chamamento à porta da minha casa, pela hora tórrida do pico do dia deste Verão algo intermitente, não sendo sem alguma curiosidade que o recebi pois não vislumbrava qual o objectivo que ali o trazia. Cumpridas as formalidades da apresentação, Manuel Pereira, que desde há muito me conhece tanto como eu próprio o conhecia a ele, vinha falar-me do encerramento da estação dos correios e da manifestação ocorrida há dias em frente às instalações onde funciona e na qual participara com a sua presença. Como tinha sido eu um dos oradores no protesto que contestei o fecho incompreensível daquele serviço público, este lanhesense que reside em permanência com a sua família na margem sul do Tejo, desejava que  lhe fosse dada a oportunidade de expandir o seu desacordo com a decisão de acabar com os correios. Tinha-se informado sobre a minha função de correspondente de "A AURORA DO LIMA", nesta localidade.

             Numa folha manuscrita pelo seu próprio punho, Manuel Alves Pereira escreveu, em verso, o que pensa sobre este assunto, de que agora dou conhecimento com a devida autorização do autor, ipsis verbis, com ligeiríssimas rectificações na ortografia de uma ou outra palavra.

                                     "OS DIREITOS HUMANOS, E BOA VONTADE"

                         1ª  O senhor Joaquim*, o seu nome é de batismo
                              Funcionário nos CTT, em Lanheses; e competente
                              Terra esta, que conserva o sivismo
                              Os serviços de Poste, fazem fila permanente.

                         2ª A ausencia, em Lanheses desta actividade
                             Será uma revolta, aqui, e na periferia
                             Vai fazer grandes distúrbios à Comunidade
                             Incluindo o protesto da nossa Confraria.

                         3ª É impreterível o CTT neste local
                             Para os turistas portugueses, e estrangeiros
                            Dá o conhecimento de Portugal
                            E estimula as centenas de passageiros.

                         4ª Quem visitar o Alto Minho
                             E em Lanheses passar
                             Este local é um  pergaminho
                             Para quem o souber admirar.

                          5ºResta-nos pedir, a quem de direito
                             A conservar estes serviços, para o bem,
                             Em Lanheses, terra de gente, com conceito
                             Evitando a deslocação para mais além.
                             
                                                                                Em 26-7-11
                                
                                                                         Por - Manuel Pereira.
                               
              Entendessem, os homens públicos, a voz autêntica do povo simples e num ápice se lhe daria o pouco de que necessita para ser feliz.

*(Nome do actual funcionário- NA)


           

        

terça-feira, 26 de julho de 2011

NOITE DE FADOS, COM JANTAR.

            A Casa do Povo de Lanheses organiza na próxima sexta-feira, dia 29, um jantar nas suas instalações com vista à angariação de receitas destinadas a custear as acções que promove, no âmbito da cultura. lazer e desporto. O jantar conta com a participação dos fadistas "Flor" e Rui Cunha, os quais vão ser acompanhados à guitarra portuguesa por Francisco Vieira, à viola por Costa Pereira e ao contrabaixo por Henrique Fernandes, proporcionado um excelente momento para os apreciadores do FADO.

            As reservas podem ser efectuadas nos serviços de atendimento da Casa do Povo de Lanheses.
 
           

FESTA NO MILHEIRAL. (cartaz)